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Premiação

Solvay concede prêmio de química de 300 mil euros para a professora Carolyn Bertozzi

23/01/2020 | 17h47

O Grupo Solvay anuncia que o prêmio Chemistry for The Future de 2020 foi atribuído a Carolyn Bertozzi, professora de química da Universidade de Stanford (EUA), por sua invenção de reações químicas bio-ortogonais que podem ser realizadas em células e organismos vivos.

Essas reações podem ser usadas para marcar moléculas específicas nas células para geração de imagens, identificação de alvos de medicamentos e criação de bioterapêuticos de última geração - ajudando a diagnosticar e tratar doenças a longo prazo, principalmente em câncer e doenças infecciosas

Concedido a cada dois anos, o prêmio Solvay Chemistry for the Future reconhece um cientista por grandes descobertas que estabelecem as bases para a química do futuro, ao mesmo tempo em que servem ao progresso humano. O vencedor é selecionado por um júri independente de seis cientistas renomados, incluindo um prêmio Nobel.

A professora Carolyn Bertozzi é pioneira e cientista líder nas áreas de biologia química e glicociência. Ela cunhou o termo "química bio-ortogonal" para reações químicas de acoplamento que podem ocorrer nas células vivas, mantendo sua integridade. Ela aplicou a química bio-ortogonal para sondar a glicosilação da superfície celular e desenvolver novas terapias e diagnósticos para necessidades médicas ainda não atendidas.

"Estou profundamente honrada por me juntar à distinta lista de vencedores do prêmio Solvay", disse a professora Carolyn Bertozzi. "Esse reconhecimento reflete décadas de trabalho de mais de 100 talentosos colegas de trabalho, com quem foi um privilégio compartilhar as descobertas científicas", disse.

"A química bio-ortogonal envolve outros campos do conhecimento, incluindo a química orgânica e sintética, bem como a ciência biomédica e a descoberta de medicamentos. A bioterapêutica habilitada por essas químicas agora está tendo um impacto clínico real. E os cientistas descobriram que as técnicas químicas bio-ortogonais são ferramentas poderosas para investigar a biologia celular em escala molecular", acrescentou Bertozzi.

"A professora Bertozzi está realmente reinventando o progresso científico com a química bio-ortogonal", disse Ilham Kadri, CEO da Solvay. "Estou inspirada por seu trabalho fabuloso e orgulhosa de conceder a ela esse prêmio em nome da Solvay, cujo fundador promoveu ativamente a ciência para o bem da humanidade e das gerações futuras. Acreditamos firmemente que o trabalho dela marca um avanço espetacular e original na química, com prováveis aplicações que salvam vidas na terapêutica. Parabéns professora Bertozzi!, disse Ilham Kadri.

A cerimônia de premiação será realizada no Palais des Académies, em Bruxelas, no dia 10 de março, na presença do Rei Filipe da Bélgica. O prêmio Solvay Chemistry for the Future, que dá ao vencedor o total de 300.000 euros, foi criado em 2013 para comemorar o 150º aniversário da fundação da Solvay por Ernest Solvay e para perpetuar seu compromisso com a pesquisa científica.

É concedido a cada dois anos para honrar realizações notáveis na ciência fundamental (não necessariamente relacionadas às atividades de negócios da Solvay): primeiro ao professor Peter G. Schultz em 2013; depois o professor Ben Feringa, em 2015 (que seria laureado com o Prêmio Nobel de Química em 2016); e ao professor Susumu Kitagawa, em 2017.

Divulgação



Fonte: Redação/Assessoria
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