Empresas

Sinobras investe US$ 200 milhões

Empresa dobrará capacidade de produção de aços longos em Marabá (PA).

Valor Econômico
03/12/2013 10:56
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A fabricante de aço Siderúrgica Norte Brasil (Sinobras) vai investir US$ 200 milhões para mais do que dobrar sua capacidade de produção de aços longos em Marabá (PA). Segundo o vice-presidente da empresa, Ian Correa, o aporte permitirá que a companhia amplie a produção das atuais 300 mil para 800 mil toneladas anuais.
Os recursos virão do caixa da companhia e de financiamentos obtidos com instituições financeiras e bancos de fomento, segundo o executivo. A maior parte será usada para a instalação de um novo laminador. Mas o investimento inclui também uma máquina de compactação de sucata ("shredder") e uma nova linha de transmissão de energia, com uma subestação. "Naturalmente, também teremos um aumento no volume de produtos trefilados", disse Correa ao 'Valor'.
Para adequação da usina a sua nova realidade, também serão feitos investimentos em obras no entorno da unidade, além de ajustes no atual laminador e na aciaria, de acordo com Correa.
Hoje, a empresa é dividida em quatro partes: um alto-forno para produção de ferro-gusa, uma aciaria para fazer tarugos de aço, uma laminação para produzir vergalhão e fio-máquina e uma trefilaria. Entre os produtos trefilados, a Sinobras vende fios de aço para construção civil, arames lisos para a indústria, arames recozidos, treliças e telas.
Segundo Correa, a companhia não precisará elevar suas compras de minério de ferro para a expansão. "Nosso maior insumo é a sucata, e o shredder já ajudará a elevar o suprimento." Segundo ele, o atual alto-forno da empresa também já é suficiente. "Hoje temos sobra no processo", afirmou.
A Sinobras planeja finalizar a expansão e os ajustes no fim de 2015, para chegar a um ritmo de 800 mil toneladas ao ano de laminados já no meio de 2016. Mas apenas parte do novo volume será vendida diretamente. Do acréscimo de 500 mil toneladas, a companhia destinará 200 mil toneladas ao ano para o Grupo Aço Cearense (distribuidor e centro de serviços de aço), do qual faz parte. As demais 300 mil toneladas serão vendidas ao mercado doméstico, principalmente no Norte e Nordeste.
Atualmente, a Sinobras tem cerca de 3% do mercado brasileiro de aços longos, que movimenta em torno de 11 milhões de toneladas e tem companhias como Gerdau, líder nacional com 45% das vendas, ArcelorMittal (39%), Votorantim (12%) e outros (2%).
A Sinobras foi criada em 2008, a partir de um investimento de US$ 400 milhões. No ano passado, faturou, conforme seu balanço, R$ 769 milhões, valor que já foi ultrapassado neste ano, segundo o executivo. "Estamos próximos de R$ 900 milhões." Correa apresentou os números durante o evento "Oportunidades de Investimento no Pará", realizado ontem em São Paulo.
Também presente no evento, o presidente da empresa recicladora de alumínio paulista Alloys, Marcel Popovici, anunciou sua entrada no Estado. O executivo disse que a companhia instalará uma unidade em Barcarena para coleta e reciclagem de sucata de alumínio e transformação do metal.
Diante de representantes do governo do Pará e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Popovici listou investimentos de pelo menos US$ 130 milhões. Os aportes incluem a compra de equipamentos para coleta e reciclagem, transformação de alumínio, produção de caixilhos (usados em portas e janelas, por exemplo) e injetados, que são vendidos principalmente ao mercado automobilístico.
No total, os recursos estimados apenas para os equipamentos somam US$ 115 milhões, sendo US$ 40 milhões para coleta e reciclagem, US$ 35 milhões para a produção de tarugos, US$ 15 milhões para produzir caixilhos e US$ 25 milhões para peças injetadas. Popovici também informou um desembolso de US$ 15 milhões em edificações para suas operações. "Nossa ideia é trazer uma fábrica que não existe no Brasil. Hoje tem empresa que chega a quase 100% de reaproveitamento, nossa ideia é trazer uma planta inédita", disse.

A fabricante de aço Siderúrgica Norte Brasil (Sinobras) vai investir US$ 200 milhões para mais do que dobrar sua capacidade de produção de aços longos em Marabá (PA). Segundo o vice-presidente da empresa, Ian Correa, o aporte permitirá que a companhia amplie a produção das atuais 300 mil para 800 mil toneladas anuais.

Os recursos virão do caixa da companhia e de financiamentos obtidos com instituições financeiras e bancos de fomento, segundo o executivo. A maior parte será usada para a instalação de um novo laminador. Mas o investimento inclui também uma máquina de compactação de sucata ("shredder") e uma nova linha de transmissão de energia, com uma subestação. "Naturalmente, também teremos um aumento no volume de produtos trefilados", disse Correa ao 'Valor'.

Para adequação da usina a sua nova realidade, também serão feitos investimentos em obras no entorno da unidade, além de ajustes no atual laminador e na aciaria, de acordo com Correa.

Hoje, a empresa é dividida em quatro partes: um alto-forno para produção de ferro-gusa, uma aciaria para fazer tarugos de aço, uma laminação para produzir vergalhão e fio-máquina e uma trefilaria. Entre os produtos trefilados, a Sinobras vende fios de aço para construção civil, arames lisos para a indústria, arames recozidos, treliças e telas.

Segundo Correa, a companhia não precisará elevar suas compras de minério de ferro para a expansão. "Nosso maior insumo é a sucata, e o shredder já ajudará a elevar o suprimento." Segundo ele, o atual alto-forno da empresa também já é suficiente. "Hoje temos sobra no processo", afirmou.

A Sinobras planeja finalizar a expansão e os ajustes no fim de 2015, para chegar a um ritmo de 800 mil toneladas ao ano de laminados já no meio de 2016. Mas apenas parte do novo volume será vendida diretamente. Do acréscimo de 500 mil toneladas, a companhia destinará 200 mil toneladas ao ano para o Grupo Aço Cearense (distribuidor e centro de serviços de aço), do qual faz parte. As demais 300 mil toneladas serão vendidas ao mercado doméstico, principalmente no Norte e Nordeste.

Atualmente, a Sinobras tem cerca de 3% do mercado brasileiro de aços longos, que movimenta em torno de 11 milhões de toneladas e tem companhias como Gerdau, líder nacional com 45% das vendas, ArcelorMittal (39%), Votorantim (12%) e outros (2%).

A Sinobras foi criada em 2008, a partir de um investimento de US$ 400 milhões. No ano passado, faturou, conforme seu balanço, R$ 769 milhões, valor que já foi ultrapassado neste ano, segundo o executivo. "Estamos próximos de R$ 900 milhões." Correa apresentou os números durante o evento "Oportunidades de Investimento no Pará", realizado ontem em São Paulo.

Também presente no evento, o presidente da empresa recicladora de alumínio paulista Alloys, Marcel Popovici, anunciou sua entrada no Estado. O executivo disse que a companhia instalará uma unidade em Barcarena para coleta e reciclagem de sucata de alumínio e transformação do metal.

Diante de representantes do governo do Pará e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Popovici listou investimentos de pelo menos US$ 130 milhões. Os aportes incluem a compra de equipamentos para coleta e reciclagem, transformação de alumínio, produção de caixilhos (usados em portas e janelas, por exemplo) e injetados, que são vendidos principalmente ao mercado automobilístico.

No total, os recursos estimados apenas para os equipamentos somam US$ 115 milhões, sendo US$ 40 milhões para coleta e reciclagem, US$ 35 milhões para a produção de tarugos, US$ 15 milhões para produzir caixilhos e US$ 25 milhões para peças injetadas. Popovici também informou um desembolso de US$ 15 milhões em edificações para suas operações. "Nossa ideia é trazer uma fábrica que não existe no Brasil. Hoje tem empresa que chega a quase 100% de reaproveitamento, nossa ideia é trazer uma planta inédita", disse.

 

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