OTC 2022

Sinergia entre o mercado de óleo e gás e a transição energética é tema da OTC 2022

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
06/05/2022 07:23
Sinergia entre o mercado de óleo e gás e a transição energética é tema da OTC 2022 Imagem: Divulgação Visualizações: 1918

No 3º dia de participação na Offshore Technology Conference – OTC 2022, em Houston (EUA), a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro debateu a necessidade de investimentos em novas energias no encontro promovido pela BRATECC - Câmara Brazil-Texas de Comércio. Com a presença de representantes de empresas de todo o mundo, a reunião explorou as questões inerentes às sinergias entre mercado de óleo e gás e as pautas de transição energética.

De acordo com Carla Lacerda, conselheira do Conselho Consultivo da BRATECC, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia acelerou em alguns países o reforço de investimentos em energias renováveis, mas também ressaltou a importância da segurança de abastecimento de combustíveis e energia. Mauro Andrade, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Prumo, responsável pelo Porto do Açu no Norte fluminense, exemplificou que, além dos negócios de óleo e gás, a empresa também vê oportunidades em energias renováveis, tanto em terra com projetos de solar em andamento quanto eólicas offshore.

Como apresentado ao longo da OTC, os principais projetos de petróleo e gás do Brasil estão localizados no território fluminense, incluindo oportunidades para integração com energias renováveis. “Aqui na OTC, explicitamos que o Rio de Janeiro não é apenas a capital do petróleo do Brasil, mas que está próximo dos principais centros de consumo e, assim, possui um leque diverso de projetos potenciais que podem ser desenvolvidos, incluído renováveis e plantas de energia nuclear”, afirmou Raul Sanson, vice-presidente da Firjan.

“Isso ressalta a posição estratégica do estado na liderança no mercado atual de energia e, também, do futuro”, complementou a gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação, Karine Fragoso.

Já a diretora de Estudos de Petróleo, Gás Natural e Energia da EPE, Heloísa Borges, ressaltou que ao se falar de transição energética, não é deixar de lado hidrocarbonetos e nem significa a eletrificação de todo o mundo. Na mesma linha, André Araújo, presidente da Shell Brazil, explicitou que esses temas estão no núcleo do que a companhia promove.

André reforçou ainda que o upstream faz parte da transição e diversas ações, muitas em parceria com a Petrobras, são tomadas para reduzir as emissões. Mas disse que a companhia ainda atua no país expandindo a sua atuação no mercado de gás natural e também de biocombustíveis.

 

Baixo carbono

No painel “Shifiting to a low carbon offshore industry”, Petrobras, Schlumberger apresentaram suas visões de como a indústria de óleo e gás vem atuando para reduzir suas emissões.

Para a Petrobras, essa transição é pautada em três pilares: transparência das ações e informação ao mercado, criação de valor na descarbonização e manutenção da viabilidade econômica da produção de petróleo e gas, garantindo breakeven menor de 35 dólares. Segundo João Henrique Ritterhausen, diretor de Desenvolvimento de produção petroleira, uma das ações na exploração e produção de petróleo e gás é a eletrificação do topside da plataforma, reduzindo pelo menos 30% das emissões.

A Schlumberger ressaltou, também, a importância que outras soluções devem ser complementares para se chegar ao resultado esperado na pauta de transição energética e descarbonização, como a expansão da energia geotérmica e soluções de armazenamento.

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