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Termelétricas

Siemens e Petrobras realizam estudo inédito para implementação de CO2 supercrítico em ciclo fechado

23/05/2019 | 10h28

A inovação sempre foi um dos pilares fundamentais da Siemens, que desde março desenvolve um estudo pioneiro em parceria com a Petrobras visando mudar a forma com que se gera energia elétrica. O estudo, que levará aproximadamente oito meses para ser concluído busca economia, redução de espaço físico, segurança, baixa manutenção e menor impacto ao ambiente.

Atualmente, a maioria dos ciclos combinados de aproveitamento de rejeito térmico de turbinas a gás utiliza turbina a vapor. Esta nova tecnologia, que é uma solução de recuperação de calor residual desenvolvida e comercializada pela Siemens e Echogen, utiliza o CO2 em estado supercrítico, no qual o fluido apresenta propriedades físicas entre os estados liquido e gasoso (acima do ponto crítico), para gerar energia elétrica em combinação com a turbina a gás, seja para aplicação onshore ou campos de petróleo offshore. Além disso, a tecnologia pode operar em locais com escassez de água, já que não usa o vapor para o seu funcionamento.

"A Siemens está trazendo para o mercado, uma solução tecnológica compacta e econômica para o fechamento de ciclo na geração de energia. Este sistema ocupa uma área menor se comparado com ciclos de vapor comum, podendo ser uma excelente alternativa para plataformas de petróleo offshore que enfrentam os desafios de limitação de potência, espaço e peso", explica José Tércio, gerente de vendas de Oil & Gas da Siemens no Brasil.

Neste primeiro momento, o objetivo é gerar 7,5 MW – energia capaz de alimentar 7.200 casas, porém como esta tecnologia é expansível, podemos esperar um acréscimo significativo na capacidade de geração de energia elétrica com CO2 supercrítico nos próximos anos.

"A Petrobras é reconhecida mundialmente pelo desenvolvimento de soluções inovadoras para os seus diversos processos. Com esta visão, a empresa está iniciando um projeto em parceria com a Siemens para o aumento da eficiência energética em sistemas de geração elétrica por meio da utilização de uma solução inédita mundialmente. A intenção é utilizar o fluido CO2 no estado supercrítico - estado que apresenta características de líquido e de gás - em uma turbina desenvolvida especificamente para este fluido em uma termoelétrica da Petrobras. Além do aumento da eficiência energética, ou seja, gerar mais energia sem aumentar o consumo de combustível, espera-se também a redução de custos uma vez que os equipamentos desta planta são mais compactos", diz Newton Moura, consultor da Petrobras.

Um ensaio inicial foi feito nos Estados Unidos, em escalas menores, e os resultados animaram os engenheiros e pesquisadores da Siemens, que agora trabalham em conjunto com a Petrobras nessa inovação.



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