Fiscalização

Shell não teme maior rigor ambiental

Valor Econômico
29/03/2012 13:31
Visualizações: 1420
O aumento do rigor com que o governo federal pretende tratar as questões ambientais e de segurança nas atividades de exploração e produção de petróleo não afeta os planos da Shell para o país, onde completará 100 anos de atuação em 2013, sendo dez anos na área de exploração e produção. Animada com um resultado 6% a 7% acima do esperado no volume produzido em 2011 nas áreas que opera na bacia de Campos, a companhia anglo-holandesa diz estar preparada para qualquer nova exigência e planeja aumentar sua atuação em campos brasileiros.

"Qualquer que seja a exigência, nós fazemos", disse o vice-presidente executivo da empresa para águas profundas nas Américas, John Hollowell. "Estou muito confortável sobre a Shell atender às exigências regulatórias". Segundo ele, a petroleira tem um padrão global de perfuração, cujas regras internas superam a maioria das exigências dos países em que ela atua.

De passagem pelo Brasil, onde participou de um encontro interno da Shell, Hollowell afirmou que ainda é cedo para saber o impacto que as novas exigências podem causar no custo de produção de petróleo e gás natural no Brasil. "Temos que esperar para ver o que pode acontecer. Teremos de avaliar o que são os requisitos adicionais e quanto eles irão custar".

O vice-presidente executivo não comentou sobre o vazamento de óleo no campo de Frade, na bacia de Campos, operado pela Chevron. Ele, porém, disse que as autoridades brasileiras e as petroleiras devem tirar ensinamentos do episódio. "O que está acontecendo [em Frade] está sendo observado por todos nós, não só no Brasil, pode ter certeza".

Os campos operados pela Shell no Brasil produziram em janeiro 79,7 mil barris/dia de petróleo e 86,4 mil barris de óleo equivalente (BOE) diários. Desse total, coube à anglo-holandesa 47,6 mil barris/dia de óleo e 51,7 mil BOE/dia. A companhia é operadora nos campos de Bijupirá e Salema (com 80% de participação) e no Parque das Conchas (com 50%), todos eles na bacia de Campos.

A petroleira aposta agora no desenvolvimento da segunda fase do Parque das Conchas, no BC-10. "É uma área onde estamos utilizando as tecnologias mais modernas do mundo. E isso tem contribuído para ultrapassarmos a nossa meta", ressaltou Hollowell.

A companhia também segue com as atividades de sísmica em cinco blocos terrestres que opera na bacia de São Francisco, em Minas Gerais, onde a expectativa é encontrar gás natural. A empresa ainda vai esperar os primeiros resultados da exploração no local para decidir como monetizar o insumo, caso seja bem-sucedida na área. "Não podemos decidir em cima de expectativas. Podemos não encontrar nada, como podemos encontrar só um pouco de gás, ou podemos encontrar muito gás", afirmou o presidente da Shell no Brasil, André Araujo.

Embora tenha vendido alguns ativos no Brasil no ano passado, inclusive na área de pré-sal na bacia de Santos, a Shell planeja aumentar sua atuação no país. A companhia aguarda o lançamento da 11ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ainda sem data prevista, para avaliar as áreas que serão ofertadas e definir a estratégia de participação. Enquanto isso, a empresa olha por oportunidades de aquisição de blocos já licitados, mas não revela nenhum potencial ativo.

Hollowell sabe que será um desafio atender à exigência de conteúdo local de bens e serviços com o "boom" previsto para a indústria do petróleo no Brasil nos próximos anos, principalmente por conta das encomendas da Petrobras. "É um desafio. Mas a indústria está investindo no crescimento do conteúdo local. Queremos saber do que a indústria precisa, para sermos pró-ativos. Formamos um grupo para acompanhar essa questão e estimular os fornecedores", explicou.

Com relação ao BC-10, onde o índice de nacionalização é de 35%, não havia limite mínimo de conteúdo local. O bloco é da rodada zero da ANP, de 1998. Já nos blocos na bacia de São Francisco, o índice de nacionalização atual é de 82%, acima do mínimo de 70% para a fase de exploração ofertado pela companhia na 10ª Rodada da ANP, em 2008.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Etanol
Brasil pode mais que dobrar produção de etanol até 2040 ...
03/06/26
GLP
Posicionamento do Sindigás sobre reunião da Diretoria Co...
03/06/26
Combustíveis
Petrobras aprova adesão à nova subvenção econômica e pre...
03/06/26
Resultado
Com 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia ...
02/06/26
BOGE 2026
Bahia Oil & Gas Energy encerra edição histórica e projet...
02/06/26
Bolsa de Valores
Com mercado volátil, ações de petróleo, combustíveis e g...
02/06/26
BOGE 2026
NETZSCH do Brasil reforça liderança no setor de óleo e g...
01/06/26
BOGE 2026
Clark Solutions reforça atuação em eficiência Bahia Oil ...
01/06/26
Firjan
PIB cresce, mas custo estrutural continua limitando o Brasil
01/06/26
Combustíveis
Petrobras ajusta preço da gasolina
01/06/26
Parceria
Grupo Bravante firma parceria oficial com a WISTA Brazil...
01/06/26
Combustíveis
Etanol encerra maio com mercado atento ao avanço da safra
01/06/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
A SBM Offshore assinou contratos para as FPSOs SEAP-I e ...
31/05/26
BOGE 2026
Oil States reforça compromisso com inovação e excelência...
30/05/26
BOGE 2026
Bahiagás destaca protagonismo da Bahia na Transição Ener...
29/05/26
BOGE 2026
Benel marca presença no Bahia Oil & Gas Energy e anuncia...
29/05/26
Investimentos
Petrobras anuncia aportes de mais de R$ 70 bilhões em Se...
29/05/26
PPSA
PPSA publica Relato Integrado e Carta Anual
29/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
29/05/26
BOGE 2026
PetroReconcavo discute futuro de Óleo e Gás na Bahia Oil...
29/05/26
BOGE 2026
Lumina Group marca presença na Bahia Oil & Gas Energy 20...
29/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25