Projeção

Setor químico já projeta déficit comercial para 2014

Estimativas apontam para um valor acima de US$ 33 bilhões.

Valor Econômico
04/11/2013 11:16
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Embora o quarto trimestre ainda esteja engrenando, a indústria química brasileira já dá como certo pelo menos um fato relativo a 2014: o déficit comercial do setor ficará acima dos US$ 33 bilhões projetados para este ano. Câmbio, mercados internacionais enfraquecidos e falta de competitividade do produto nacional prometem dar a tônica na balança comercial da indústria e aprofundar o saldo negativo, que vem se acelerando desde 2009.
Para 2013, a previsão de déficit chegou a US$ 34 bilhões em algum momento. Com a recente desaceleração do câmbio, de acordo com a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Denise Naranjo, a projeção ficou em US$ 33 bilhões negativos, valor recorde que deverá se confirmar tendo em vista os resultados da balança no acumulado do ano até setembro e em 12 meses.
Conforme a associação, de janeiro a setembro, o saldo negativo alcançou US$ 23,8 bilhões, o equivalente a expansão de 19,7% na comparação com igual intervalo de 2012. Já nos 12 meses até setembro, o déficit atingiu novo recorde, de US$ 32 bilhões.
Vários fatores têm contribuído para o saldo comercial negativo da indústria química nacional, além do câmbio, que tem efeitos óbvios. A crise internacional, por exemplo, transformou o Brasil em destino final de produtos químicos que não encontraram demanda em outros mercados e ainda restringiu as vendas externas de empresas brasileiras, que têm perdido espaço inclusive na América Latina.
Segundo Denise, 31% das importações de químicos têm origem na União Europeia. Outros 26% são provenientes da América do Norte e 17%, da Ásia. Chama a atenção, contudo, o ritmo de expansão das importações asiáticas, que em 2000 representavam 10% do total. E são justamente esses produtos, conforme a diretora da Abiquim, que embutem a maior ameaça de dano ao mercado, na esteira dos baixíssimos custos de produção.
Segundo a associação, nos nove primeiros meses do ano, as importações de produtos químicos somaram US$ 34,4 bilhões, com alta de 10,8% na comparação anual. Por outro lado, as exportações totalizaram US$ 10,6 bilhões, com queda de 4,9%.
Somente em setembro, as importações de produtos químicos somaram US$ 3,9 bilhões, com recuo de 12% frente a agosto e alta de 3,5% ante o mesmo mês de 2012. Mais uma vez, intermediários para fertilizantes foram os campeões em importação, com US$ 686 milhões.
As exportações de produtos químicos, por sua vez, somaram US$ 1,2 bilhão em setembro, com aumento de 2,5% na comparação com agosto e queda de 0,7% frente ao mesmo mês do ano passado.

Embora o quarto trimestre ainda esteja engrenando, a indústria química brasileira já dá como certo pelo menos um fato relativo a 2014: o déficit comercial do setor ficará acima dos US$ 33 bilhões projetados para este ano. Câmbio, mercados internacionais enfraquecidos e falta de competitividade do produto nacional prometem dar a tônica na balança comercial da indústria e aprofundar o saldo negativo, que vem se acelerando desde 2009.

Para 2013, a previsão de déficit chegou a US$ 34 bilhões em algum momento. Com a recente desaceleração do câmbio, de acordo com a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Denise Naranjo, a projeção ficou em US$ 33 bilhões negativos, valor recorde que deverá se confirmar tendo em vista os resultados da balança no acumulado do ano até setembro e em 12 meses.

Conforme a associação, de janeiro a setembro, o saldo negativo alcançou US$ 23,8 bilhões, o equivalente a expansão de 19,7% na comparação com igual intervalo de 2012. Já nos 12 meses até setembro, o déficit atingiu novo recorde, de US$ 32 bilhões.

Vários fatores têm contribuído para o saldo comercial negativo da indústria química nacional, além do câmbio, que tem efeitos óbvios. A crise internacional, por exemplo, transformou o Brasil em destino final de produtos químicos que não encontraram demanda em outros mercados e ainda restringiu as vendas externas de empresas brasileiras, que têm perdido espaço inclusive na América Latina.

Segundo Denise, 31% das importações de químicos têm origem na União Europeia. Outros 26% são provenientes da América do Norte e 17%, da Ásia. Chama a atenção, contudo, o ritmo de expansão das importações asiáticas, que em 2000 representavam 10% do total. E são justamente esses produtos, conforme a diretora da Abiquim, que embutem a maior ameaça de dano ao mercado, na esteira dos baixíssimos custos de produção.

Segundo a associação, nos nove primeiros meses do ano, as importações de produtos químicos somaram US$ 34,4 bilhões, com alta de 10,8% na comparação anual. Por outro lado, as exportações totalizaram US$ 10,6 bilhões, com queda de 4,9%.

Somente em setembro, as importações de produtos químicos somaram US$ 3,9 bilhões, com recuo de 12% frente a agosto e alta de 3,5% ante o mesmo mês de 2012. Mais uma vez, intermediários para fertilizantes foram os campeões em importação, com US$ 686 milhões.

As exportações de produtos químicos, por sua vez, somaram US$ 1,2 bilhão em setembro, com aumento de 2,5% na comparação com agosto e queda de 0,7% frente ao mesmo mês do ano passado.

 

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