Logística

Setor quer parceria da Codesp com a Petrobras

Tribuna de Santos
25/07/2005 00:00
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Empresários e trabalhadores defenderam a atual estratégia do Ministério dos Transportes (MT), de repassar da Codesp para a Petrobras a missão de implantar o estacionamento de caminhões do Porto de Santos. Para eles, a proposta vai garantir a instalação do pátio em um prazo menor do que o necessário se o empreendimento fosse realizado pela estatal, como estava previsto. Mas, a companhia docas tem de participar da gestão do serviço de recepção de veículos, em uma parceria com a companhia de petróleo, afirmam.
Conforme A Tribuna revelou na edição de ontem, o MT abandonou a idéia de transferir, para a Codesp, o terreno de dois quilômetros quadrados que a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) tem em Cubatão. Agora, ao invés de entregar à administração portuária e aguardar que ela faça a licitação da área para que a iniciativa privada construa o estacionamento, o Governo irá repassá-la para a Petrobras Distribuidora, que fará a obra e irá explorar o pátio.
De acordo com o Ministério, tal transação é possível pois a RFFSA tem dívidas com a Petrobras Distribuidora, que seriam parcialmente pagas com a propriedade. Neste plano, no momento em que Brasília despachar a gleba, o que pode ocorrer em até dois meses, as obras podem começar. Na idéia anterior, haveria necessidade de uma concorrência pública, processo que na Codesp tem demorado seis meses, pelo menos.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Sul (Sindisan), Marcelo Marques da Rocha, a participação da Petrobras é importante, pois garante uma maior agilidade e uma certeza de investimentos. Mas a companhia docas não pode ficar ausente no projeto, defendeu. ‘‘A Codesp deve dizer quais caminhões e quantos vão poder seguir para os terminais. Há o risco dos operadores chamarem todos (os caminhões) de uma vez e formar aquelas filas novamente’’, disse.
Da mesma opinião, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), José Luiz Gonçalves, explicou que a estatal deve atuar no controle dos caminhões, ‘‘para permitir que só entre no porto quem está na vez da operação’’. Gonçalves defendeu que a Petrobras terá que cobrar uma taxa para o uso do pátio, mas apenas para cobrir seus custos de manutenção. E que tal valor deve ser pago pelo operador portuário, requisitante da carga.
‘‘O importante é que o estacionamento seja construído’’, afirmou o diretor-executivo do Sopesp, José dos Santos Martins, indiferente sobre quem será o gestor do pátio.
Convênio - De acordo com o diretor do Departamento de Programas Aquaviários do MT, Paulo de Tarso Carneiro, a gestão do estacionamento terá a participação da Codesp. Segundo ele, a transferência do espaço à Petrobras é estudada desde 2003.
O terreno está localizado nas proximidades da Via Anchieta, ao lado da Vila dos Pescadores. De toda a gleba, somente 600 mil metros quadrados serão usados para o pátio, que terá capacidade para receber até 4 mil veículos por dia.

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