Oportunidades

Setor naval gera 5.200 vagas

A assinatura de contratos para a construção de três navios transportadores de combustível (bunkers) pelo estaleiro Superpesa, de Niterói, mais o arrendamento este mês pela Petrobras da área do Ishibrás, no Caju, devem abrir no Estado do Rio mais

O Dia Online
15/09/2009 07:03
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A assinatura de contratos para a construção de três navios transportadores de combustível (bunkers) pelo estaleiro Superpesa, de Niterói, mais o arrendamento este mês pela Petrobras da área do Ishibrás, no Caju, devem abrir no Estado do Rio mais 5.200 vagas na indústria naval. Segundo o diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Luiz Chaves, a obra dos bunkers, que vai custar US$ 46,5 milhões, vai garantir 1.200 empregos nos canteiros de Niterói, enquanto a área do Ishibrás, que tem o segundo maior calado do País, trará mais 4 mil, segundo apontou domingo a ‘Coluna Informe do DIA’.    

 

“A Petrobras tem muita necessidade de um espaço como esse. O mundo inteiro está com estaleiros lotados até 2020. Esses empregos no Caju seriam permanentes, há uma demanda muito grande”, justifica Chaves. O Brasil já tem a quinta maior carteira mundial de encomendas de petroleiros e há projetos de instalação de novos estaleiros em vários pontos do País. A área do antigo Ishibrás foi classificada como “a joia da coroa”, porque permite obras de grande porte, inclusive os dois navios-plataforma afretados para testes no pré-sal da Bacia de Santos, nos campos de Iara e Guará.    

 

O mercado especula que o volume de empregos fez até o governador Sérgio Cabral, por meio da Secretaria de Desenvolvimento, interceder pela Petrobras. Com a Frente Parlamentar da Indústria Naval, o governo teria promovido encontro entre empresários e executivos da estatal, que pretende arrendar a área por 20 anos. Até a Prefeitura do Rio teria assumido compromisso de melhorar a infraestrutura urbana da região. Mas a negociação da área está difícil.    

 

Os navios de bunker a serem construídos pelo estaleiro Superpesa podem receber dois tipos de carga — óleo combustível e diesel — e terão capacidade para armazenar 4 mil metros cúbicos. A segunda fase do Promef (Programa de Renovação e Expansão da Frota da Petrobras) prevê mais 16 navios. Com eles, empregos que ainda têm chances de vir para o Rio.    

 

Nordeste levou o maior contrato    

 

O Promef prevê 26 navios na primeira fase e 23 na segunda — num total de 49. Todo o programa vai gerar 40 mil empregos diretos, e os 49 navios encomendados somarão 4 milhões de toneladas de porte bruto.      

 

O anúncio dos novos contratos foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sexta-feira, no batimento de quilha do primeiro petroleiro Suezmax do Promef, em construção em Ipojuca (PE). Os contratos dos quatro navios Suezmax são de US$ 746,51 milhões e os três Aframax que serão construídos no Estaleiro Atlântico Sul custarão US$ 477,06 milhões — mais que o contrato que veio para o Rio. Com os novos navios, o Atlântico Sul tem agora em carteira 22 encomendas da Transpetro.

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