Greve

Setor naval em busca de soluções para sair da greve

     O impasse sobre o reajuste salarial travado entre metalúrgicos e estaleiros de Niterói pode causar prejuízos não só para os patrões, mas principalmente para os empregados do setor. Eles reivindicam um reajuste de 12%, além do pagamento de horas extras e tíquete-alimentação, em um...

Clarimundo Flôres
05/06/2006 21:00
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     O impasse sobre o reajuste salarial travado entre metalúrgicos e estaleiros de Niterói pode causar prejuízos não só para os patrões, mas principalmente para os empregados do setor. Eles reivindicam um reajuste de 12%, além do pagamento de horas extras e tíquete-alimentação, em um momento, segundo o Sindicato Nacional da Indústria Naval (Sinaval), inapropriado e prematuro.
    Por conta da paralisação, o Sinaval teme que as encomendas não sejam entregues em tempo hábil e que isso afete a relação de confiança firmada entre estaleiros e clientes. 
    O Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, que representa cerca de 14 mil trabalhadores, rejeitou a proposta de 7% oferecida pela classe patronal em troca do fim da paralisação. O impasse foi levado ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que decidirá, nesta quarta-feira (07/06), se não houver acordo entre as classes, o futuro do movimento.
    Os dez dias de paralisação não foram suficientes para fazer com que clientes como a Petrobras, que encomendou aos estaleiros Mauá-Jurong e Ultratec a montagem das plataformas P-54 e P-53, respectivamente, suspendessem suas encomendas. A montagem de uma plataforma leva mais de um ano para ser concluída, por isso cerca de duas semanas não seriam suficientes para atrasar a obra de forma que o cliente se prejudique. 
    Mesmo com todos os incentivos que recebeu, a indústria naval ainda não está operando a pleno vapor, mas levantamento do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói aponta que desde de 2001, quando a maioria dos estaleiros estava fechada e o número de trabalhadores não chegava a três mil, o setor cresceu 400%.
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