Economia

Senado aprova MP que aumenta limite de financiamento do BNDES

Que passa a ter mais R$ 80 bilhões.

Agência Brasil
29/05/2014 10:36
Visualizações: 897

 

O plenário do Senado aprovou ontem (28) a Medida Provisória 633/2013, que aumenta o limite de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e transfere para a Caixa Econômica Federal (CEF) a defesa das ações do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS). O texto libera o governo para injetar mais R$ 30 bilhões na Caixa e aumentar em R$ 80 bilhões o limite de financiamentos concedidos pelo BNDES, com subvenção de juros da União. Com o aumento, o limite disponível para as subvenções do BNDES aumenta de R$ 322 bilhões para R$ 402 bilhões.
Na Câmara, o relator, deputado Fernando Francischini (SDD-PR), incluiu na medida a determinação de que os recursos sejam empregados nos setores ligados a exportações, tecnologia e produção de bens de capital, exclusivamente de empresas em território nacional.
Além do aumento no limite de financiamento, os deputados aprovaram a transferência da defesa das ações do FCVS das seguradoras para a Caixa, permitindo a intervenção da Advocacia-Geral da União. Segundo o texto da MP, as ações que tramitam na Justiça estadual serão transferidas para a Justiça federal. A justificativa foi de que a MP inclui medidas de proteção aos mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e a Caixa poderá fazer acordos com os mutuários para por fim às ações na Justiça, que cobram garantias do extinto seguro habitacional do SFH.
Essa alteração provocou protestos de alguns senadores no plenário, que tentaram apresentar requerimento para retirar o trecho do texto. No entanto, o requerimento foi rejeitado e a matéria foi aprovada conforme enviada pela Câmara dos Deputados. O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) disse que foi procurado por representantes de movimentos populares pedindo que esses artigos fossem suprimidos na MP, porque eles causariam efeitos sobre processos que já estão em andamento, prejudicando os mutuários.
“Há um pedido da Confederação Nacional das Associação de Moradores; há um pedido do Movimento Nacional de Luta pela Moradia; há um pedido do Movimento Nacional dos Sem Teto, que moram nas capitais brasileiras, que estão apelando para nós, e nós estamos dizendo que não vamos ouvi-los, com a crise urbana em que vive o país? Com as manifestações populares? Nós vamos rejeitá-los? Quem fez o levante popular no ano passado, que não as cidades? Não colocaram esse problema urbano na ordem do dia? O lema da 5ª Conferência Nacional das Cidades não foi “reforma urbana já”? E nós vamos dizer que não, que não aceitamos, que não admitimos, que não discutimos? Isso não é aceitável”, disse, na tentativa de convencer os pares a alterarem a MP, que retornaria para a Câmara.
Apesar disso, os requerimentos de destaque desses pontos foram rejeitados, e a matéria foi aprovada conforme enviada pelos deputados. Ela segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.

O plenário do Senado aprovou ontem (28) a Medida Provisória 633/2013, que aumenta o limite de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e transfere para a Caixa Econômica Federal (CEF) a defesa das ações do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS). O texto libera o governo para injetar mais R$ 30 bilhões na Caixa e aumentar em R$ 80 bilhões o limite de financiamentos concedidos pelo BNDES, com subvenção de juros da União. Com o aumento, o limite disponível para as subvenções do BNDES aumenta de R$ 322 bilhões para R$ 402 bilhões.

Na Câmara, o relator, deputado Fernando Francischini (SDD-PR), incluiu na medida a determinação de que os recursos sejam empregados nos setores ligados a exportações, tecnologia e produção de bens de capital, exclusivamente de empresas em território nacional.

Além do aumento no limite de financiamento, os deputados aprovaram a transferência da defesa das ações do FCVS das seguradoras para a Caixa, permitindo a intervenção da Advocacia-Geral da União. Segundo o texto da MP, as ações que tramitam na Justiça estadual serão transferidas para a Justiça federal. A justificativa foi de que a MP inclui medidas de proteção aos mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e a Caixa poderá fazer acordos com os mutuários para por fim às ações na Justiça, que cobram garantias do extinto seguro habitacional do SFH.

Essa alteração provocou protestos de alguns senadores no plenário, que tentaram apresentar requerimento para retirar o trecho do texto. No entanto, o requerimento foi rejeitado e a matéria foi aprovada conforme enviada pela Câmara dos Deputados. O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) disse que foi procurado por representantes de movimentos populares pedindo que esses artigos fossem suprimidos na MP, porque eles causariam efeitos sobre processos que já estão em andamento, prejudicando os mutuários.

“Há um pedido da Confederação Nacional das Associação de Moradores; há um pedido do Movimento Nacional de Luta pela Moradia; há um pedido do Movimento Nacional dos Sem Teto, que moram nas capitais brasileiras, que estão apelando para nós, e nós estamos dizendo que não vamos ouvi-los, com a crise urbana em que vive o país? Com as manifestações populares? Nós vamos rejeitá-los? Quem fez o levante popular no ano passado, que não as cidades? Não colocaram esse problema urbano na ordem do dia? O lema da 5ª Conferência Nacional das Cidades não foi “reforma urbana já”? E nós vamos dizer que não, que não aceitamos, que não admitimos, que não discutimos? Isso não é aceitável”, disse, na tentativa de convencer os pares a alterarem a MP, que retornaria para a Câmara.

Apesar disso, os requerimentos de destaque desses pontos foram rejeitados, e a matéria foi aprovada conforme enviada pelos deputados. Ela segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: arena Diálogos da Transição debate p...
26/06/26
Biometano
CGOB: ANP inicia participação social sobre Informe Técnico
26/06/26
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.