Gás Natural

Secretário de Energia de São Paulo defende gás natural na matriz energética

Construção de termelétricas, para segurança energética, foi proposta em workshop na Fiesp.

Redação/Agência Indusnet Fiesp
29/07/2016 14:49
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A Fiesp realizou nesta quinta-feira (28/7) o workshop “Usos múltiplos do gás natural”, na sede da entidade, para debater as oportunidades e os desafios nesse segmento. João Carlos de Souza Meirelles, secretário de Energia e Mineração do Governo do Estado de São Paulo, abriu o evento falando do compromisso do governo com o setor. “Temos urgência e a determinação de incluir gás natural na matriz energética no Estado de forma decisiva.” Para ele, é necessária a participação ativa do setor privado para que o setor se desenvolva mais. “Mas para ele [setor privado] poder participar, é preciso ter garantias, segurança jurídica, regulatória e institucional”, ressaltou.

Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Meirelles explicou que as fontes solar e eólica são intermitentes e, para garantir segurança energética, é necessária uma energia na base que hoje, segundo ele, é o gás natural. “Uma proposta é a construção de termelétricas a gás natural nos grandes centros consumidores”, afirmou. Segundo o secretário, foi enviada ao Conselho Nacional de Política Energética uma série de diretrizes estratégicas que a secretaria julga fundamental para alavancar o setor. Meirelles destacou o desenvolvimento de estratégias que garantam a articulação entre os subsistemas de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica e entre esses e os sistemas de petróleo e gás e de fontes renováveis; viabilização da expansão de oferta de energia por meio de participação de termoelétricas a gás natural na base; taxas elevadas de crescimento da participação do gás na matriz energética, condição indispensável à ampliação da participação de fontes renováveis; ter geração de energia próxima aos centros consumidores e aumentar os níveis de segurança energética nacional.

Marcelo Mendonça, gerente de planejamento estratégico e competitividade da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), também esteve presente no evento e falou sobre a importância da indústria do gás canalizado para a economia. “A indústria do gás canalizado desempenha um papel importante na economia brasileira, gerando receitas, impostos e investimentos de bilhões de reais, além de gerar quase 20 mil empregos diretos e indiretos. O número pode dobrar se os investimentos forem acelerados.”

Segundo Mendonça, estima-se um potencial de 6 GW que poderiam ser desenvolvidos no Brasil até 2020, caso fossem dados os incentivos necessários. “Somente no estado de São Paulo, estaríamos falando de um potencial de 3,7 GW.” Para dar ideia dos ganhos na cadeia produtiva, o gerente falou sobre um estudo publicado recentemente, elaborado pela consultoria americana Navigant Research, que revela que a capacidade instalada da cogeração na classe industrial irá crescer 50% nos próximos 10 anos, de 317,9 mil MW para 483,7 mil MW. “Em termos de valor, esse mercado deverá saltar de US$ 19,7 bilhões para US$ 29,8 bilhões no período”, disse.

Sérgio Luiz da Silva, diretor de planejamento e suprimento da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), afirmou que o gás natural tem grande oferta e que a companhia conta com robusta e segura infraestrutura de distribuição. “Temos amplas oportunidades de aplicações para todos os segmentos, cada vez mais competitivos, com mais eficiência e melhores resultados.”

O evento foi mediado pelo diretor da Divisão de Energia do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), Ricardo Pinto, e também contou com as presenças de Luís Fernando Quilici, diretor de relações institucionais e governamentais da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer) e Newton Duarte, presidente da Associação Cogeração Energia (Cogen).

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