Gás Natural
Valor Econômico
A estatal distribuidora de gás em Santa Catarina, a SCGás, programa realizar entre 2010 e 2014 investimentos de R$ 268 milhões. O volume de investimentos é considerado significativo pelo presidente da empresa, Ivan Ranzolin. De 2000, quando a SCGás iniciou suas atividades, a 2008, os investimentos totais realizados foram de aproximadamente R$ 300 milhões. Em 2009 somaram R$ 35 milhões.
Os novos recursos serão destinados à expansão da rede de distribuição. A intenção é levar a tubulação do gás natural até a serra catarinense, ao planalto norte e à região do Vale do Rio Tijucas. Por enquanto, parte dessas áreas recebe apenas o Gás Natural Veicular (GNV) em seus postos de combustíveis, transportado por caminhão.
De acordo com Ranzolin, a rede de distribuição, hoje em cerca de 800 quilômetros, deverá ser ampliada para 1,4 mil quilômetros até 2014. Somente em 2010, serão feitos 40 quilômetros novos de rede e investidos R$ 35 milhões. O período mais forte de investimentos deverá ocorrer entre 2011 e 2012, quando efetivamente a empresa deverá chegar com a tubulação à região serrana catarinense, um projeto cujos custos estão em torno de R$ 200 milhões.
Todos os investimentos serão feitos com recursos próprios. "Temos recebido ofertas de bancos para financiamentos, mas não queremos. Temos margem para fazer os investimentos com recursos da companhia e boas perspectivas futuras no mercado", afirmou Ranzolin.
A definição dos locais onde a tubulação chegará segue, segundo Ranzolin, critérios de melhor retorno financeiro aos acionistas e também o foco no desenvolvimento econômico do Estado. A empresa é de economia mista, pertence à Mitsui, Petrobras, Infragás e Celesc (estatal de energia), e controlada pelo governo do Estado. O foco dos investimentos é principalmente a expansão dos clientes industriais. Hoje, são 177 clientes nesse ramo, mas a empresa evitou fazer projeção de quantos mais poderá angariar com a expansão da rede.
Em 2009, ano considerado tumultuado pelos efeitos da crise econômica mundial iniciada no fim de 2008, a SCGás cresceu 15% em faturamento dentre os clientes industriais, 24% nos residenciais e 37% nos clientes comerciais. "Achávamos que os volumes de consumo cairiam em 2009, por ser ano de crise, para em torno de 1,4 milhão de metros cúbicos/dia, mas, mesmo em um ano difícil, mantivemos a média de 1,6 milhão/dia", destacou Ranzolin, sobre o desempenho da empresa.
A companhia foi beneficiada pelo aumento de 64% no preço do GNV nos últimos três anos, que refletiu em aumento de receita. Para o presidente da estatal, se o dólar continuar entre R$ 1,75 e R$ 1,80 e o barril de petróleo entre US$ 65 e US$ 70, as perspectivas são favoráveis porque não ampliam seus custos e poderá ocorrer aumento de demanda. "As projeções até agora nos dão segurança de um bom 2010", disse ele, estimando que o faturamento da empresa cresça cerca de 15% neste ano.
A SCGás não informa os dados do seu desempenho do ano passado porque ainda não foram auditados. Em 2008, sua receita total somou R$ 510,8 milhões e o lucro líquido ficou em R$ 37,3 milhões.
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