Mercados

Rumor puxa Petrobras e ajuda bolsa

Bovespa recuperou a linha dos 50 mil pontos ontem.

Valor Econômico
16/01/2014 10:30
Visualizações: 568

 

A Bovespa recuperou a linha dos 50 mil pontos ontem, com ajuda de Petrobras, cujas ações subiram embaladas por rumores de reajuste dos combustíveis, e também pela melhora no clima dos mercados internacionais, após uma nova rodada de indicadores dos Estados Unidos e do PIB da Alemanha.
O Ibovespa subiu 0,80%, aos 50.105 pontos, com volume de R$ 5,511 bilhões. As ações ON (3,20%, a R$ 15,12) e PN (2,16%, a R$ 16,04) da Petrobras se destacaram entre as maiores altas a partir do meio da tarde, depois que o site da "Folha de S. Paulo" informou sobre a possibilidade de um novo aumento dos combustíveis em junho, já dentro do mecanismo de reajustes aprovado pelo conselho de administração da estatal no fim do ano passado.
O reajuste, no entanto, poderia ser antecipado para março, para evitar que um eventual impacto sobre a inflação tenha efeitos na campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff, dizia a matéria.
O Ministério de Minas e Energia divulgou nota no fim da tarde afirmando que a informação sobre reajuste de combustíveis "não tem fundamento". Segundo a nota do ministério, "esse tema não foi tratado pelo governo federal e é privativo da Petrobras".
O ministério afirmou ainda que pedirá à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que investigue o episódio devido ao efeito sobre as ações da companhia. A estatal também negou a informação no fim do dia. A "puxada" das ações da Petrobras acabou por impulsionar também os papéis da Vale, dada a sua correlação com o Ibovespa. O papel PNA ganhou 1,44%, para R$ 30,23.
Um experiente operador comentou que "já está virando moda" soltarem, por meio da imprensa, rumores de aumento de preço dos combustíveis às vésperas de exercício de opções sobre ações. O próximo vencimento acontece na segunda-feira (20). "Se você olhar os últimos doze vencimentos, vai encontrar boato de reajuste na véspera de pelos menos seis deles."
Outro operador observou que a "briga" neste vencimento "até que não está tão grande". "Petrobras PN precisaria subir até R$ 17,34 para fazer estrago nas posições", disse o especialista em opções, referindo-se ao grande número de papéis a descoberto nessa linha de preço. "Mas já houve vencimentos em que esses rumores de véspera [fizeram as ações disparar e] mudaram completamente o jogo nas opções."
A alta de Petrobras impulsionou o Ibovespa, que já vinha subindo de carona nas bolsas americanas. "Mas o fato é que não há novas notícias. O mercado está vivendo de repique. O índice tem força para subir até uns 51 mil pontos. Depois volta a cair de novo", avalia o especialista em bolsa da Icap Brasil, Rogério Oliveira.
A lista de maiores altas do índice trouxe Duratex ON (3,63%), Petrobras ON, Eletropaulo PN (3,15%) e MRV ON (2,45%). Na ponta negativa apareceram Eletrobras PNB (-3,72%), Eletrobras ON (-1,56%) e Even ON (-1,51%).
Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,66%, para 16.481 pontos; o S&P 500 ganhou 0,52%, aos 1.848 pontos; e o Nasdaq avançou 0,76%, para 4.214 pontos. A valorização das bolsas foi mantida mesmo após a divulgação do Livro Bege, que mostrou avanço "moderado" da economia no fim de 2013.

A Bovespa recuperou a linha dos 50 mil pontos ontem, com ajuda de Petrobras, cujas ações subiram embaladas por rumores de reajuste dos combustíveis, e também pela melhora no clima dos mercados internacionais, após uma nova rodada de indicadores dos Estados Unidos e do PIB da Alemanha.

O Ibovespa subiu 0,80%, aos 50.105 pontos, com volume de R$ 5,511 bilhões. As ações ON (3,20%, a R$ 15,12) e PN (2,16%, a R$ 16,04) da Petrobras se destacaram entre as maiores altas a partir do meio da tarde, depois que o site da "Folha de S. Paulo" informou sobre a possibilidade de um novo aumento dos combustíveis em junho, já dentro do mecanismo de reajustes aprovado pelo conselho de administração da estatal no fim do ano passado.

O reajuste, no entanto, poderia ser antecipado para março, para evitar que um eventual impacto sobre a inflação tenha efeitos na campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff, dizia a matéria.

O Ministério de Minas e Energia divulgou nota no fim da tarde afirmando que a informação sobre reajuste de combustíveis "não tem fundamento". Segundo a nota do ministério, "esse tema não foi tratado pelo governo federal e é privativo da Petrobras".

O ministério afirmou ainda que pedirá à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que investigue o episódio devido ao efeito sobre as ações da companhia. A estatal também negou a informação no fim do dia. A "puxada" das ações da Petrobras acabou por impulsionar também os papéis da Vale, dada a sua correlação com o Ibovespa. O papel PNA ganhou 1,44%, para R$ 30,23.

Um experiente operador comentou que "já está virando moda" soltarem, por meio da imprensa, rumores de aumento de preço dos combustíveis às vésperas de exercício de opções sobre ações. O próximo vencimento acontece na segunda-feira (20). "Se você olhar os últimos doze vencimentos, vai encontrar boato de reajuste na véspera de pelos menos seis deles."

Outro operador observou que a "briga" neste vencimento "até que não está tão grande". "Petrobras PN precisaria subir até R$ 17,34 para fazer estrago nas posições", disse o especialista em opções, referindo-se ao grande número de papéis a descoberto nessa linha de preço. "Mas já houve vencimentos em que esses rumores de véspera [fizeram as ações disparar e] mudaram completamente o jogo nas opções."

A alta de Petrobras impulsionou o Ibovespa, que já vinha subindo de carona nas bolsas americanas. "Mas o fato é que não há novas notícias. O mercado está vivendo de repique. O índice tem força para subir até uns 51 mil pontos. Depois volta a cair de novo", avalia o especialista em bolsa da Icap Brasil, Rogério Oliveira.

A lista de maiores altas do índice trouxe Duratex ON (3,63%), Petrobras ON, Eletropaulo PN (3,15%) e MRV ON (2,45%). Na ponta negativa apareceram Eletrobras PNB (-3,72%), Eletrobras ON (-1,56%) e Even ON (-1,51%).

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,66%, para 16.481 pontos; o S&P 500 ganhou 0,52%, aos 1.848 pontos; e o Nasdaq avançou 0,76%, para 4.214 pontos. A valorização das bolsas foi mantida mesmo após a divulgação do Livro Bege, que mostrou avanço "moderado" da economia no fim de 2013.

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