Economia

RS: Óleo e gás geram demanda no Estado

Tema do fórum realizado na sede da Fiergs.

Revista Portos e Navios
08/08/2014 10:05
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O bom momento da indústria naval no Brasil, estimulado pela descoberta de novas bacias de petróleo e pela encomenda de navios e plataformas aos estaleiros, não se restringe, apenas, aos negócios diretamente ligados ao setor. A demanda não atendida pelo fornecimento de produtos e serviços das mais diversas áreas para as companhias deste mercado representam, também, possibilidades para pequenas e médias empresas. O assunto foi tema do fórum sobre oportunidades geradas pelos setores de petróleo, gás e energias para as empresas do mercado gaúcho, realizado, nesta quinta-feira, na sede da Fiergs, em Porto Alegre, pela associação RS Óleo & Gás.
 “Existem vários segmentos que estão desatendidos, existe muita demanda e temos pouca oferta de mercado”, afirma a presidente da associação, Magali Freiberger. “Há um universo em torno do polo naval, e precisamos despertar as micro e pequena empresas de que existe essa carência, em Rio Grande e entorno, de corporações desse setor que estão ali mas não têm de quem comprar”, continua. Como exemplo, a dirigente cita serviços como lavanderia, alimentação e equipamentos de proteção individual, os EPIs, entre as possibilidades de fornecimento para as companhias do setor petrolífero.
O diretor técnico do Sebrae-RS, Marco Kappel Ribeiro, também ressaltou a ampla gama de segmentos que podem ser explorados pelos negócios locais. “A indústria de gás e petróleo é muito ampla. Quando falamos de uma plataforma, temos ali desde móveis e utensílios até equipamentos de precisão sofisticados”, afirma. Para Kappel, o grande desafio para as empresas é o nível de qualificação exigido, especialmente pela Petrobras. “Entrar em uma área da proporção desse mercado requer todo um cuidado de gestão, um aprimoramento em todas as dimensões, e um olhar muito especial para a questão da inovação”, continua.
Segundo os dirigentes, as empresas que já atuam nesse campo têm mostrado constante evolução e aprimoramento, estando capacitadas a concorrer com as companhias estrangeiras que começam a entrar com maior peso no mercado brasileiro. “Qualquer novo projeto que a gente tenha, normalmente o fornecedor já é conhecido, vem junto com o projeto”, afirma Magali.
Para empresários, segmento vive um ‘momento mágico’
Diferentemente de outros setores que demonstram pessimismo em relação ao crescimento da economia brasileira, entidades ligadas ao mercado de gás e petróleo encaram o futuro do setor de forma positiva.
“O Brasil não pode perder a oportunidade de ser um mercado internacional. O que a China e a Coréia são para os navios, nós temos de ser para o offshore”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça. “O momento é mágico, o mercado existe, o governo apoia, o sistema financeiro participa, a indústria está preparada.”
Mendonça destaca a previsão de investimentos, uma média de US$ 14 bilhões por ano até 2025 nestes projetos, sendo o Polo Naval de Rio Grande responsável por 50% das construções para extração offshore no Brasil.
“Temos uma carteira de investimentos no Brasil de dar inveja a qualquer país do mundo”, afirmou o gerente setorial do Estaleiro ERG1, de Rio Grande, Josenildo Bezerra Alves, ressaltando que, até 2020, serão construídos 81 navios-cisternas, 154 embarcações de apoio, 32 unidades de produção e 28 navios-sonda no País.

O bom momento da indústria naval no Brasil, estimulado pela descoberta de novas bacias de petróleo e pela encomenda de navios e plataformas aos estaleiros, não se restringe, apenas, aos negócios diretamente ligados ao setor.

A demanda não atendida pelo fornecimento de produtos e serviços das mais diversas áreas para as companhias deste mercado representam, também, possibilidades para pequenas e médias empresas.

O assunto foi tema do fórum sobre oportunidades geradas pelos setores de petróleo, gás e energias para as empresas do mercado gaúcho, realizado, nesta quinta-feira, na sede da Fiergs, em Porto Alegre, pela associação RS Óleo & Gás.

 “Existem vários segmentos que estão desatendidos, existe muita demanda e temos pouca oferta de mercado”, afirma a presidente da associação, Magali Freiberger. “Há um universo em torno do polo naval, e precisamos despertar as micro e pequena empresas de que existe essa carência, em Rio Grande e entorno, de corporações desse setor que estão ali mas não têm de quem comprar”, continua.

Como exemplo, a dirigente cita serviços como lavanderia, alimentação e equipamentos de proteção individual, os EPIs, entre as possibilidades de fornecimento para as companhias do setor petrolífero.

O diretor técnico do Sebrae-RS, Marco Kappel Ribeiro, também ressaltou a ampla gama de segmentos que podem ser explorados pelos negócios locais. “A indústria de gás e petróleo é muito ampla. Quando falamos de uma plataforma, temos ali desde móveis e utensílios até equipamentos de precisão sofisticados”, afirma. Para Kappel, o grande desafio para as empresas é o nível de qualificação exigido, especialmente pela Petrobras. “Entrar em uma área da proporção desse mercado requer todo um cuidado de gestão, um aprimoramento em todas as dimensões, e um olhar muito especial para a questão da inovação”, continua.

Segundo os dirigentes, as empresas que já atuam nesse campo têm mostrado constante evolução e aprimoramento, estando capacitadas a concorrer com as companhias estrangeiras que começam a entrar com maior peso no mercado brasileiro. “Qualquer novo projeto que a gente tenha, normalmente o fornecedor já é conhecido, vem junto com o projeto”, afirma Magali.

Para empresários, segmento vive um ‘momento mágico’

Diferentemente de outros setores que demonstram pessimismo em relação ao crescimento da economia brasileira, entidades ligadas ao mercado de gás e petróleo encaram o futuro do setor de forma positiva.

“O Brasil não pode perder a oportunidade de ser um mercado internacional. O que a China e a Coréia são para os navios, nós temos de ser para o offshore”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça. “O momento é mágico, o mercado existe, o governo apoia, o sistema financeiro participa, a indústria está preparada.”

Mendonça destaca a previsão de investimentos, uma média de US$ 14 bilhões por ano até 2025 nestes projetos, sendo o Polo Naval de Rio Grande responsável por 50% das construções para extração offshore no Brasil.

“Temos uma carteira de investimentos no Brasil de dar inveja a qualquer país do mundo”, afirmou o gerente setorial do Estaleiro ERG1, de Rio Grande, Josenildo Bezerra Alves, ressaltando que, até 2020, serão construídos 81 navios-cisternas, 154 embarcações de apoio, 32 unidades de produção e 28 navios-sonda no País.

 

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