A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o tema de política de preços dos combustíveis fósseis e renováveis poderá ser levantado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Entretanto, a ministra disse que ainda é preciso entender como o assunto será inserido em um ambiente de transição da economia atual para a economia verde.
A ministra disse que se o assunto for trazido à conferência será em um debate de como o apoio aos combustíveis renováveis pode ser factível. Izabella afirmou que os atuais padrões de consumo não podem ser sustentados por muito tempo. “Temos que entender o que tem que mudar”, disse. “Não dá para continuar consumindo nos padrões que temos hoje”.
Questionada sobre como o ministério se coloca, no contexto da Rio+20, sobre a atual política brasileira para os combustíveis fósseis, que não permite que as oscilações do preço do barril do petróleo no mercado internacional se transfiram para o preço dos combustíveis no país, a ministra afirmou não poder “opinar”. “Não é minha competência opinar”, afirmou Izabella. Representantes da indústria de combustíveis renováveis têm se queixado da redução dos impostos dos combustíveis fósseis e do declínio da competitividade dos combustíveis renováveis.
Segundo a ministra, é preciso ressaltar que o Brasil tem características energéticas importantes em relação ao cenário internacional. E destacou a ampla participação de fontes renováveis tanto no setor elétrico quanto na matriz energética.
Izabella participou nesta terça-feira (12) de um debate sobre produção e consumo sustentáveis, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. No local, seis organizações assinaram uma carta de intenções de adesão ao pacto de desenvolvimento sustentável com o Ministério do Meio Ambiente. As organizações foram o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil; Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea); Embraer; e Sinduscon.