Opep

Reunião com sauditas deve frustrar planos da Venezuela sobre petróleo

Queda brusca dos preços do petróleo.

Valor Online
06/11/2014 10:23
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O Brasil não tem uma política comercial clara e pragmática e, nos últimos anos, onerou as exportações, perdeu com a estagnação do Mercosul, manteve uma rede acordos comerciais pouco expressiva para assegurar a abertura de mercados e uma burocracia alfandegária que impede exportadores e importadores de atuar com baixo custo e agilidade. Esse cenário será discutido no painel Como integrar mais e melhor o Brasil à economia mundial, nesta quinta-feira (6), das 10h às 11h, durante o 9º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), que reúne mais de 1.800 empresários, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
“A integração do Brasil à economia mundial é essencial para assegurar o crescimento e o desenvolvimento econômico do País. E o comércio exterior é um instrumento valioso para assegurar essa integração”, diz o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Uma reunião bilateral entre autoridades venezuelanas e sauditas deve terminar em frustração para os planos da Venezuela de estancar a queda nas cotações do petróleo.

A pretexto de uma conferência climática na Venezuela, o ministro do petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, encontrou-se com Rafael Ramirez, que até recentemente era chefe da gigante de energia estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e é representante do seu país na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o cartel dos produtores.

Normalmente, esses representantes só se encontram em reuniões da própria Opep, mas diante da pressão de baixa sobre as cotações de petróleo, com retração de 25% nos últimos dois meses, uma reunião bilateral foi “encaixada” nesta quarta-feira entre Ramirez e al-Naimi.

À saída da reunião que durou uma hora, Ramirez classificou o encontro como “excelente”.

Perguntado se estava preocupado com a queda dos preços do petróleo, Ramirez respondeu: "Preocupa a todos nós”.

Já al-Naimi não deu declarações, mas um de seus assessores afirmou que a Arábia Saudita “não vai atuar como um produtor que oscila”, em alusão a possíveis mudanças no ritmo de produção de petróleo.

Esse assessor também afirmou que a posição saudita será ratificada na próxima reunião da Opep, em 27 de novembro.

Quase a totalidade das exportações venezuelanas veem de suas jazidas de petróleo. Quedas nas cotações empobrecem fortemente o país.

Uma solução possível seria os produtores cortarem a produção para forçar a elevação dos preços, mas os sauditas se recusam a apoiar esse plano.

Neta semana, a Arábia Saudita reduziu o preço para o petróleo bruto vendido para os Estados Unidos, uma medida vista como uma forma de manter a sua quota de mercado para as exportações aos americanos.

 

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