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Investimentos

Retomada de investimentos depende de estabilidade política e ajuste fiscal

10/08/2016 | 10h36

Mesmo com o possível impedimento da presidente afastada Dilma Rousseff ainda neste mês, as empresas esperam por sinais mais concretos de estabilidade política e compromisso com reformas estruturais antes de retomarem investimentos represados.

Associações empresariais entrevistadas pelo DCI afirmam, ainda, que um aumento de imposto no próximo ano seria mais uma barreira para alavancagem dos projetos. Essa possibilidade é cogitada pelo próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Em declarações públicas no último mês, ele vem reafirmando que se a economia não crescer 2% em 2017, poderá elevar tributos.

Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gustavo Junqueira, os projetos de investimentos só podem ser retomados "de forma sustentável" em um cenário de garantia de reformas estruturais, como a da previdência e trabalhista, e de compromisso com um ajuste fiscal que priorize a contenção das despesas públicas.

Em sua avaliação, o presidente interino Michel Temer e a sua equipe econômica ainda não deixaram claro seu compromisso com essas medidas. "Temos visto o governo interino ceder em pautas importantes para a realização do ajuste fiscal. Os militares, por exemplo, foram retirados da proposta de reforma da previdência e a equipe econômica recuou em vários pontos na negociação das contrapartidas dos estados, referentes à regularização da dívida", critica Junqueira.

"Nós, as empresas, e a sociedade, precisamos saber por qual motivo vamos nos sacrificar. Não adianta fazer sacrifícios para pagar a conta de um governo inchado lá na frente", complementa. "Somente o impeachment não assegura que teremos mais investimentos", crava o presidente da SRB.

Projetos

Especificamente na área do agronegócio, o diretor da SRB diz que há investimentos represados em áreas onde o Brasil tem alta competitividade, como na indústria de celulose e na cultura de soja em grão. Junqueira comenta ainda que a atividade econômica do setor depende dos projetos de infraestrutura e que, por isso, espera que ocorra um "forte processo de concessões" com a estabilidade política.

O assessor econômico da FecomercioSP Altamiro Carvalho conta que o comércio e os serviços também estão com projetos de investimentos represados. Esses dizem respeito à expansão de lojas e compra de equipamentos. No cenário da entidade, a alavancagem desses aportes não só depende da finalização do processo de impeachment, como também de uma sinalização concreta de reformas estruturais.

Caso haja mais confiança no ajuste fiscal do governo, Carvalho diz que já é possível começar a retirar do papel os projetos de investimento neste ano. "A liquidez no mundo está alta e as taxas de juros praticadas nos outros países, baixas. Ou seja, os estrangeiros só estão esperando o Brasil ter estabilidade para poderem vir para cá e aproveitar os nossos juros altos. A entrada de recursos no mercado financeiro aumenta a capacidade dos bancos de elevar a base para o crédito, o que, por sua vez, estimula investimento. E investimento estimula emprego", reflete o assessor econômico.

Ele destaca que essa perspectiva mais positiva se baliza em um cenário de desinflação e de redução da taxa básica de juros (Selic). Se essas duas expectativas começarem a se confirmar a partir deste ano, ele estima que já possível recuperar as vendas do comércio no início de 2017.

Por outro lado, Carvalho ressalva que uma elevação de imposto atravancaria o processo de retomada do setor, bem como da atividade econômica no geral. "Elevar tributo significa retirar recurso dos planos de investimentos das empresas para colocar nos cofres públicos. Isso atrasa muito a recuperação da economia. O que o governo tem que fazer é repensar o tamanho do Estado, rever as suas despesas", defende.

"O comércio e os serviços dependem de renda e emprego. As famílias já trabalham com um orçamento apertado e um aumento de imposto só agravaria o cenário", acresce.

Indústria

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), Paulo Castelo Branco, diz que um aumento da carga tributária também seria um entrave na recuperação da indústria. Para ele, isso só geraria fechamento de empresas e inadimplência.

Ele conta que o segmento também aguarda definições políticas e econômicas para realizar alguns investimentos. "Nós temos plantas fabris que precisam de modernização e de tecnologia mais avançada para fabricar produtos com competitividade internacional, de forma a aproveitar o câmbio", relata o representante.

Castelo Branco afirma, ainda, que teme a retirada de subsídios após o processo de impeachment. "O que governo precisaria fazer é cortar despesas e gastar melhor. [...] Mas creio que a retirada de subsídios venha a acontecer. Não tem muito jeito", destaca.

Já para a FecomercioSP, o corte de subsídios ajudaria a incrementar a arrecadação, beneficiando o ajuste fiscal.



Fonte: DCI - 10/08/2016
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