Tecnolgia

Resina reduz consumo de água na produção de biodiesel

A Purolite, fabricante da resina, projeta as vendas do produto em R$ 1 milhão em dois anos e espera que a resina represente de 15% a 20% do faturamento da empresa no Brasil. A resina reduz até 75% do consumo de água na produção.


04/10/2006 00:00
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O desenvolvimento da produção de biodiesel no Brasil gera mercado para novas tecnologias e produtos, como é o caso da resina criada pela Purolite. Segundo informa a empresa, a resina pode reduzir em até 75% o consumo de água no processo de produção de biodiesel e elimina a geração de efluentes líquidos.

Com a perspectiva de que o país venha a produzir 870 milhões de toneladas anuais de biodiesel para atender o mercado brasileiro com a mistura de 2% ao diesel e ainda venha a exportar o produto, a Purolite espera atingir um patamar de vendas de R$ 1 milhão desta resina em dois anos.

O gerente geral da Purolite para Américas do Sul e Central, Fábio Sousa, informa que a companhia espera que a resina venha a representar entre 15% e 20% do faturamento da Purolite no Brasil.

A empresa atualmente detém cerca de 25% do mercado de resinas de troca iônica aplicadas nas indústrias química, petroquímica, farmacêutica entre outras.

Segundo Sousa, o uso da resina substitui dois equipamentos do processo tradicional: a torre de lavagem e a centrífuga e com a substituição há economia tanto em relação aos equipamentos, quanto ao tratamento de efluentes

Sousa, explica, ainda, que no processo de produção tradicional para cada mil litros de biodiesel, utiliza-se cerca de 200 litros de água, uma relação de 20%. Com as resinas, não há necessidade dessa água e o lixo decorrente do processo é sólido. "A resina é utilizada até a saturação e pode ser descartada em aterros sanitários", sugere.

A primeira formulação do biodiesel contém água, álcool, glicerina e metais. Todos esses contaminantes precisam ser diluídos para que o produto fique de acordo com as especificações comerciais. No processo tradicional, essa diluição é feita nas torres de lavagem, onde se aplica água, e depois o produto é passado em uma centrífuga, que separa água e biodiesel. Com o uso das resinas de troca iônica, que tem a característica de atrair os contaminantes, o biodiesel passa por um filtro de resina e sai com as especificações exigidas.

A tecnologia ainda é nova no Brasil, onde o próprio mercado de biodiesel é novo, conforme observa Sousa. Nos Estados Unidos, o produto foi desenvolvido há cerca de seis anos com uma empresa local e hoje é comercializado regularmente.

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