Tecnolgia

Resíduo orgânico é transformado em energia em fábrica no Ceará

Com a queima da casca da castanha de caju, empresa consegue melhor desempenho na produção de vapor para as caldeiras, além de emitir de 20% a 30% menos gases nocivos em comparação ao limite permitido

Redação/ Agências
18/06/2010 08:23
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Com a queima da casca da castanha de caju, empresa consegue melhor desempenho na produção de vapor para as caldeiras, além de emitir de 20% a 30% menos gases nocivos em comparação ao limite permitido

 


Com duas unidades de produção de índigo na região metropolitana do Ceará, a Vicunha Têxtil encontrou na vegetação local fonte abundante de energia alternativa para o aquecimento de suas caldeiras. Como o Estado é o maior produtor nacional de castanhas de caju, as cascas da amêndoa, comumente descartadas pelas empresas beneficiadoras, são enviadas diretamente à empresa para serem transformadas em energia térmica na produção de vapor. Por mês, são utilizadas em média 2,3 mil toneladas do resíduo nas duas fábricas, uma economia de, no mínimo, 50% em relação ao combustível fóssil antigamente utilizado nesse processo.

 

O combustível orgânico já é utilizado nas fábricas há 10 anos e tem alcançado níveis positivos, não só econômicos, mas também ambientais. Primeiramente, ao absorver as cascas de castanhas para reaproveitamento energético, a empresa evita que todo esse resíduo seja descartado em aterros, com uso de todo o potencial da biomassa.

 

Outro benefício é a qualidade do ar emitido das caldeiras. Segundo Macilon Siebra, coordenador do projeto, o resultado da queima do material gera emissões de gás com 60% a menos de particulados - pequenas partículas sólidas no gás - que o limite estabelecido. Importante também é o controle de emissão dos gases como CO2 (gás carbônico), SO2 (dióxido de enxofre) e NOx (óxidos de nitrogênio), alcançando de 20% a 30% menos de gases nocivos em comparação ao limite permitido. "Essas informações fazem parte de nosso monitoramento periódico que fazemos à Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Ceará.

Como se trata de combustível alternativo sem uma regulamentação formal prévia, temos que fazer essas avaliações constantes para prestar contas ao órgão fiscalizador", completa.

 

Além da casca de castanha de caju, a Vicunha usa como complemento descartes das serrarias de madeira da região, e lascas de bambu. Apesar de serem aproveitados em menor quantidade que o resíduo da fruta seca, esses materiais colaboram durante a entressafra da produção do caju.

 

Outras ações


Além do programa de queima da casca de castanha como combustível, a Vicunha conta com outras ações neste âmbito, como o Programa Interno de Educação que visa a conscientizar os funcionários por meio de palestras internas, atuando intensivamente como ferramenta de gestão ambiental. Outra iniciativa desenvolvida pela empresa é a Linha Verde - serviço de atendimento a dúvidas, reclamações e sugestões - na qual questões do colaborador são repassadas sem que ele tenha de se identificar.

 

Há também o Programa 3 R''s que tem como objetivo reduzir, reutilizar e reciclar. O Programa contempla a coleta seletiva em todas as unidades fabris e oferece treinamento para todos os seus colaboradores para que o projeto de fato alcance a sua meta. Outro ponto de destaque é a destinação adequada aos resíduos. Materiais recicláveis ou reutilizáveis são vendidos como subprodutos, os que não são comercializados seguem para doação; os não recicláveis são encaminhados para empresas de tratamento. Já os materiais considerados perigosos são vendidos a empresas que mostrem interesse. O ponto importante desse processo é que todas as empresas que queiram comprar esse material passam por análises onde é verificado se possuem licença para reutilizar tal tipo de resíduo.

 

Sobre a Vicunha Têxtil


Fundada em 1967, a Vicunha Têxtil é líder na produção de índigos e brins, além de ser a maior companhia do setor da América Latina. A empresa produz e comercializa índigos, brins, fios e filamentos. Conta com unidades no Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo. Além disso, possui escritórios comerciais na Europa e na Argentina. Adquiriu a maior fábrica de índigo do Equador e está entre os principais fabricantes mundiais de índigos e brins.

 

Em 1982, iniciou suas atividades no mercado externo e, hoje, é considerada uma das maiores empresas exportadoras do setor, vendendo seus produtos às melhores marcas nacionais e internacionais. Para isso, investe constantemente em tecnologia e aperfeiçoamento de seus colaboradores para melhoria de qualidade e aumento da eficiência de produção.

 

 

Sempre atenta às novidades do segmento, a empresa apoia diversos estilistas nos eventos de moda e participa das principais feiras mundiais do ramo têxtil, como Denim by Première Vision, Première Vision, Munich Fair, Shangai Intertextiles e Colombiatex. Consciente de seu papel social, a companhia realiza ações nas áreas de educação, saúde, conservação ambiental e programas motivacionais, entre outros.
 

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