Jornal Agora - RS
Quase dois anos após ser vendida para a Petrobras, Braskem e Ultra, a Refinaria de Petróleo Ipiranga S/A, localizada em Rio Grande, terá uma nova razão social e marca. A direção da empresa informou, ontem, que por decisão dos acionistas controladores (Petrobras, Braskem e Ultra) a Refinaria Ipiranga passará a ser denominada Refinaria de Petróleo Riograndense S/A. Em nota divulgada à imprensa, foi explicado que a mudança estava prevista no acordo de venda das Empresas Petróleo Ipiranga, realizado em março de 2007. “A marca Ipiranga, com o seu tradicional logotipo (símbolo azul e amarelo ao lado do nome Ipiranga) pertence, exclusivamente, ao grupo Ultra. Por isso, não pode mais ser usado pelas empresas que não integram 100% o grupo. A substituição também está sendo realizada em outras empresas que eram do grupo Ipiranga e que foram adquiridas pela Braskem e Petrobras”, afirma.
O novo nome já está sendo utilizado desde ontem, porém, a nova marca ainda está sendo elaborada. Segundo a empresa, sua área de comunicação social está trabalhando na criação da nova identidade visual e as propostas serão apresentadas ao Conselho de Administração até o final de fevereiro. Após aprovação, a assinatura (conjunto símbolo/logotipo que compõe a marca da empresa) será divulgada a todos os públicos de interesse. E a substituição em equipamentos, uniformes, crachás, papelaria e demais aplicações acontecerá gradativamente. Na manhã de ontem, a diretora-superintendente da empresa, Margareth Feijó Brunnet, esteve na Prefeitura do Rio Grande comunicando a alteração e no Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Destilação e Refinação de Petróleo do Rio Grande (Sindipetro). Os funcionários da refinaria foram comunicados no final da manhã por meio de jornal interno.
Sindipetro
O Sindipetro se mostra contrário a essa mudança, pois entende que é o primeiro passo para que seja esquecido o passado e “liquidada a história construída por grandes homens que fundaram a primeira Refinaria de Petróleo do País”. José Marcos Olioni, presidente do Sindipetro, observa que “acaba o vínculo com o nome Ipiranga e a história e memória são deletadas”. Segundo ele, os trabalhadores estão apreensivos porque a mudança pode significar a intenção de liquidar com o ativo desta planta industrial que, “desde outubro de 2008, vem operando a plena carga (17 mil barris/dia) com petróleo nacional, trabalhando com produção mais voltada a óleo diesel. O Sindipetro mantém a luta para que a Petrobras assuma a Refinaria Ipiranga.
Olioni ontem fez contato com o senador Paulo Paim, o qual garantiu que irá marcar para março uma audiência com a direção da Petrobras, a ser realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, para discutir o futuro da unidade. Conforme o presidente do Sindipetro, na segunda quinzena de março Margareth Brunnet irá apresentar à Federação Única dos Petroleiros, no Rio de Janeiro, o resultado da auditoria feita na refinaria, em novembro passado, por uma equipe técnica da Petrobras. Olioni afirma que nessa auditoria foi constatado que a unidade não tem os padrões e procedimentos da Petrobras, mas que o nível técnico dos seus trabalhadores é elevado e por isso não seria difícil implantar esses padrões e procedimentos na planta industrial do Rio Grande.
Também foi evidenciado que a unidade precisa de investimentos para se modernizar e oferecer produtos de ótima qualidade e custos compatíveis com o sistema Petrobras. Após a apresentação dos resultados da auditoria, a Federação Única dos Petroleiros e o Sindipetro pretendem levá-los à presidência da Companhia.
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