Sustentabilidade

Projeto da FEI propõe uso de pneus como fonte de combustível

Iniciativa recebeu o Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável.

Redação TN/ Ascom FEI
27/03/2014 10:45
Visualizações: 1392

 

Projetos acadêmicos voltados à sustentabilidade têm alcançado destaque e reconhecimento em diversas esferas, pública e privada. É o caso do projeto de iniciação científica de Camilla Fernandes de Oliveira, aluna de Engenharia Química do Centro Universitário da FEI, “Avaliação de propriedades combustíveis do condensado oriundo da pirólise de pneus e inservíveis”. Ao propor a utilização do condensado líquido resultante da decomposição de pneus, pela ação de altas temperaturas, como combustível, o trabalho foi um dos vencedores do Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável 2013, na área de geração e uso de energias, energias renováveis e eficiência energética.
Segundo o professor de Engenharia Química Ronaldo Gonçalves dos Santos, orientador do projeto, os pneus, feitos de borracha vulcanizada, são de difícil reciclagem. Apenas uma pequena parcela é reaproveitada na produção de asfalto e argamassa. Ainda há um grande excedente de pneus nos lixões e aterros, ocupando espaço e poluindo o meio ambiente – os pneus levam anos para se decompor e são um foco de proliferação de doenças. “A partir da pirólise obtivemos um condensado e analisamos as propriedades determinadas pela Agência Nacional do Petróleo, como ponto de fulgor, viscosidade, densidade, pressão de vapor e octonagem, entre outras. Grande parte dos quesitos analisados está dentro da faixa estipulada pela ANP. Quando comparado a outros combustíveis, o condensado se mostrou similar ao diesel S10”, explica o prof. Gonçalves dos Santos.
A proposta do projeto iniciado em janeiro de 2013 é reutilizar e produzir combustível a partir de um poluente. “Uma fundamentação teórica consolidada e a análise dos resultados de forma rigorosamente científica foram os grandes méritos do trabalho, e o que possibilitaram que o trabalho realizado na FEI superasse outros bons trabalhos sobre sustentabilidade", afirma Gonçalves dos Santos. Para viabilizar o uso do condensado como combustível, ainda são necessários testes em motores e alterações nos compostos aromáticos e tóxicos.
 
Projetos complementares ao estudo do condensado de pneus como combustível estão em planejamento. Alunas do 9º ciclo do curso de Engenharia Química da FEI iniciaram este mês um projeto que visa otimizar as características do condensado por meio da manipulação de variáveis do processo de produção. Outro projeto será iniciado em abril, para avaliar a produção de compostos de alto valor agregado a partir do condensado. Um exemplo desses compostos é o d-limoneno, utilizado como solvente e aromatizante.
A cerimônia de entrega do Prêmio Odebrecht foi realizada no dia 19 de março. Cada um dos projetos vencedores recebeu R$ 60 mil, divididos entre autores, orientadores e instituições. Ao todo, foram premiados cinco projetos.

Projetos acadêmicos voltados à sustentabilidade têm alcançado destaque e reconhecimento em diversas esferas, pública e privada. É o caso do projeto de iniciação científica de Camilla Fernandes de Oliveira, aluna de Engenharia Química do Centro Universitário da FEI, “Avaliação de propriedades combustíveis do condensado oriundo da pirólise de pneus e inservíveis”. Ao propor a utilização do condensado líquido resultante da decomposição de pneus, pela ação de altas temperaturas, como combustível, o trabalho foi um dos vencedores do Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável 2013, na área de geração e uso de energias, energias renováveis e eficiência energética.

Segundo o professor de Engenharia Química Ronaldo Gonçalves dos Santos, orientador do projeto, os pneus, feitos de borracha vulcanizada, são de difícil reciclagem. Apenas uma pequena parcela é reaproveitada na produção de asfalto e argamassa. Ainda há um grande excedente de pneus nos lixões e aterros, ocupando espaço e poluindo o meio ambiente – os pneus levam anos para se decompor e são um foco de proliferação de doenças. “A partir da pirólise obtivemos um condensado e analisamos as propriedades determinadas pela Agência Nacional do Petróleo, como ponto de fulgor, viscosidade, densidade, pressão de vapor e octonagem, entre outras. Grande parte dos quesitos analisados está dentro da faixa estipulada pela ANP. Quando comparado a outros combustíveis, o condensado se mostrou similar ao diesel S10”, explica o prof. Gonçalves dos Santos.

A proposta do projeto iniciado em janeiro de 2013 é reutilizar e produzir combustível a partir de um poluente. “Uma fundamentação teórica consolidada e a análise dos resultados de forma rigorosamente científica foram os grandes méritos do trabalho, e o que possibilitaram que o trabalho realizado na FEI superasse outros bons trabalhos sobre sustentabilidade", afirma Gonçalves dos Santos. Para viabilizar o uso do condensado como combustível, ainda são necessários testes em motores e alterações nos compostos aromáticos e tóxicos. Projetos complementares ao estudo do condensado de pneus como combustível estão em planejamento. Alunas do 9º ciclo do curso de Engenharia Química da FEI iniciaram este mês um projeto que visa otimizar as características do condensado por meio da manipulação de variáveis do processo de produção. Outro projeto será iniciado em abril, para avaliar a produção de compostos de alto valor agregado a partir do condensado. Um exemplo desses compostos é o d-limoneno, utilizado como solvente e aromatizante.

A cerimônia de entrega do Prêmio Odebrecht foi realizada no dia 19 de março. Cada um dos projetos vencedores recebeu R$ 60 mil, divididos entre autores, orientadores e instituições. Ao todo, foram premiados cinco projetos.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustível
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
02/03/26
Gasodutos
ANP fará consulta pública sobre valoração da Base Regula...
27/02/26
ANP
Combustível do Futuro: ANP aprova duas resoluções para r...
27/02/26
Evento
ONIP formaliza Comitê de Empresas em evento na Casa Firjan
27/02/26
Pessoas
Abegás elege nova composição do Conselho de Administraçã...
27/02/26
Firjan
Mesmo com tarifaço, petróleo faz corrente de comércio do...
26/02/26
Exportações
Vast bate recorde de embarques de óleo cru para exportaç...
26/02/26
Resultado
ENGIE Brasil Energia cresce 14,6% em receita e investe R...
26/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
25/02/26
Premiação
BRAVA Energia recebe prêmio máximo na OTC Houston pelo p...
25/02/26
Documento
ABPIP apresenta Agenda Estratégica 2026 ao presidente da...
25/02/26
Câmara dos Deputados
Comissão especial debate papel dos biocombustíveis na tr...
25/02/26
FEPE
O desafio de formar e atrair talentos para a indústria d...
24/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
24/02/26
Energia Solar
Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, maior projeto solar da E...
23/02/26
Internacional
UNICA e entidade indiana firmam acordo para ampliar coop...
23/02/26
Onshore
Possível descoberta de petróleo no sertão cearense mobil...
23/02/26
Oferta Permanente
ANP realizará audiência pública sobre inclusão de 15 nov...
23/02/26
Internacional
Brasil e Índia: aliança no setor de bioenergia em pauta ...
23/02/26
Biometano
MAT bate recorde de instalações de sistemas de compressã...
23/02/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
23/02/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.