Indústria

Produtividade é o grande desafio

Para especialista do Ipea, setor público tem que investir.

Diário do Nordeste
02/04/2013 12:06
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Depois de um ano no vermelho e de começar 2013 liderando a alta na produção brasileira, a indústria cearense ainda tem o aumento da produtividade como um dos maiores desafios a serem superados. Conforme o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Almeida, para este ano, o cenário tende a ser um pouco melhor que no ano passado. Para isso, é preciso investimento, que de acordo com ele, deve partir do setor público.
Para o economista, o Brasil é hoje diferente do século XXI quando o assunto é crescimento da demanda industrial. "Antigamente, quando a indústria crescia pouco, era porque não tinha consumidor suficiente para comprar. Atualmente o gasto continua aumentando. O problema é muito mais custo salarial, energia, insumos, e tudo isso sem a produtividade aumentar", disse ele ontem, ao ministrar para empresários a palestra "Os desafios do crescimento da indústria e do Brasil", na Fiec.
Melhorar a infraestrutura do Brasil e investir mais em inovação foi uma das soluções dadas pelo economista para integrar a indústria brasileira ao resto do mundo. "O Brasil é um País que importa muito pouco. Não posso aumentar a importação sem aumentar a produção. O problema nem é mais questão de câmbio nem falta de crédito hoje em dia. Tenho que baratear a estrutura de custo da indústria brasileira", completa ele.
Custo com logística
Neste cenário, ele atentou ainda para os custos e dificuldades com logística diante da infraestrutura do país. "Para uma empresa ser competitiva depende não só do que ocorre dentro, mas fora. Quanto vai pagar de frete, de importação, investimentos em rodovias, em redução do custo dos portos. Precisamos melhorar tudo isso para salvar a indústria".
"Se eu investir em produção e tecnologia e passar quatro a 10 dias para embarcar meu produto, de nada vai adiantar. Se você sinaliza que estão melhorando as estradas, q os preços vão cair", finalizou ele citando que importação de bens de consumo duráveis quadruplicou de 2006 a 2011, enquanto a de bens de consumo não duráveis dobrou.

Depois de um ano no vermelho e de começar 2013 liderando a alta na produção brasileira, a indústria cearense ainda tem o aumento da produtividade como um dos maiores desafios a serem superados. Conforme o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Almeida, para este ano, o cenário tende a ser um pouco melhor que no ano passado. Para isso, é preciso investimento, que de acordo com ele, deve partir do setor público.


Para o economista, o Brasil é hoje diferente do século XXI quando o assunto é crescimento da demanda industrial. "Antigamente, quando a indústria crescia pouco, era porque não tinha consumidor suficiente para comprar. Atualmente o gasto continua aumentando. O problema é muito mais custo salarial, energia, insumos, e tudo isso sem a produtividade aumentar", disse ele ontem, ao ministrar para empresários a palestra "Os desafios do crescimento da indústria e do Brasil", na Fiec.


Melhorar a infraestrutura do Brasil e investir mais em inovação foi uma das soluções dadas pelo economista para integrar a indústria brasileira ao resto do mundo. "O Brasil é um País que importa muito pouco. Não posso aumentar a importação sem aumentar a produção. O problema nem é mais questão de câmbio nem falta de crédito hoje em dia. Tenho que baratear a estrutura de custo da indústria brasileira", completa ele.



Custo com logística


Neste cenário, ele atentou ainda para os custos e dificuldades com logística diante da infraestrutura do país. "Para uma empresa ser competitiva depende não só do que ocorre dentro, mas fora. Quanto vai pagar de frete, de importação, investimentos em rodovias, em redução do custo dos portos. Precisamos melhorar tudo isso para salvar a indústria".


"Se eu investir em produção e tecnologia e passar quatro a 10 dias para embarcar meu produto, de nada vai adiantar. Se você sinaliza que estão melhorando as estradas, q os preços vão cair", finalizou ele citando que importação de bens de consumo duráveis quadruplicou de 2006 a 2011, enquanto a de bens de consumo não duráveis dobrou.

 

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