Petróleo e Gás

Presidente da Petrobras encerra Seminário Nordeste sobre o Pré-Sal

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, reforçou ontem (14) em Maceió (AL), o papel estratégico que o novo marco regulatório em discussão no Congresso traz para a Companhia, que deverá ser operadora única na produção de petróleo da camada pré-sal. Para Gabrielli, a

Agência Petrobras
15/04/2010 16:22
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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, reforçou ontem (14)  em Maceió (AL), o papel estratégico que o novo marco regulatório em discussão no Congresso traz para a Companhia, que deverá ser operadora única na produção de petróleo da camada pré-sal. Para Gabrielli, a Petrobras deve ser a operadora porque é responsável pelos melhores procedimentos no país em exploração de petróleo.

 

 

“Imagine uma empresa que se depara com uma enorme riqueza. E essa empresa diz para o governo que tem como investir na exploração dessa riqueza. O governo, então, diz para o Congresso que essa empresa terá papel fundamental na exploração dessa riqueza, que é o petróleo”, afirmou Gabrielli.

 

Ainda segundo o presidente da companhia, a meta é que a produção da Petrobras salte dos 2 milhões de barris/dia para 3,8 milhões de barris/dia nos próximos 12 anos.

 

“Com isso, cresce também a cadeia produtiva da economia brasileira, já que o crescimento econômico depende também do avanço da indústria do petróleo”, analisa. “Mas hoje já podemos perceber esse crescimento. Temos, por exemplo, a recuperação da indústria naval brasileira, com novos estaleiros pelo país”, completou.

 

O presidente da Petrobras também aproveitou a participação no Seminário Nordeste sobre o Pré-sal para reforçar os investimentos já previstos pela companhia. “Serão cinco novas refinarias no Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro. E a produção dessas novas refinarias refletirá no consumo, porque o consumidor adquire o produto derivado dopetróleo”.

 


Diretor de Exploração e Produção fala sobre blocos exploratórios no Nordeste
 

 


No painel sobre os reflexos da descoberta do pré-sal no desenvolvimento do Nordeste,  no Seminário Nordeste sobre o Pré-Sal, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, adiantou que há sinais da existência de sal em águas profundas na Bacia de Pernambuco-Paraíba, localizadas ao norte da bacia de Alagoas. Segundo ele, no entanto, ainda não há dados suficientes para comprovar a existência de rochas similares àquelas encontradas nas Bacias de Campos e Santos, nem se há petróleo na região.

 

O diretor enumerou outros blocos exploratórios nas porções marítimas que estão sendo estudadas pela Companhia como novas fronteiras na busca por petróleo, tais como as bacias de Barreirinhas, do Ceará, de Sergipe e Alagoas.

 

Estrella traçou um panorama sobre o cenário futuro mundial, mostrando que o consumo de energia no planeta tende a aumentar e que novas descobertas como a do pré-sal são extremamente importantes e estratégicas.

 

“Em 2030, o mundo vai consumir 45% mais energia do que consumia em 2006”, disse Estrella, lembrando que a China e a Índia, em função da melhoria de vida de seus habitantes, está demandando cada vez mais energia, inserindo no mercado consumidor entre 20 milhões e 30 milhões de pessoas por ano.

 

Ele também destacou que, em 2030, o mundo consumirá entre 100 milhões e 110 milhões de barris por dia; hoje são consumidos 80 milhões. “E um dado importante é que apenas 30% desse petróleo serão provenientes dos campos já produtores”, explicou, ressaltando que o restante terá de vir de novas descobertas. “Até porque o petróleo não gera somente energia, mas também
alimentos, fertilizantes, cosméticos, vestimentas e fármacos”, complementou.

 

 

 Diretor Financeiro da Petrobras detalha capitalização e Fundo Social


O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, afirmou que o processo de aumento de capital da Companhia deve ser o maior da história. A afirmação foi feita durante o Seminário Nordeste sobre o Pré-sal, que vem sendo realizado em Maceió (AL). O diretor participou  do evento como palestrante do painel “Fundo Social e Capitalização da Petrobras”.

 

Barbassa explicou que a capitalização que está sendo discutida no Congresso é importante para manter a capacidade de captação de recursos da Petrobras e, consequentemente, o nível de investimento. “O aumento de capital da companhia também vai trazer mais dinheiro e elevar a liquidez dos papéis da Petrobras, já que teremos mais ações no mercado”, disse.

 

O diretor afirmou que a capitalização também favorecerá os fornecedores: “O empresário vai poder chegar ao banco e dizer que tem um contrato com a Petrobras por um certo tempo. Com isso, ele vai conseguir um empréstimo muito mais fácil porque o banco sabe que a Petrobras é uma empresa transparente e sólida”.

 

Barbassa detalhou ainda o projeto de lei que trata da criação do Fundo Social. Com a aprovação no Congresso desta proposta, a maior parte do que for arrecadado com a produção de petróleo da camada pré-sal será depositado nesse fundo, para ser investido depois em áreas como educação, saúde e erradicação da pobreza. “A Noruega, por exemplo, conseguiu capitalizar um fundo social que hoje tem um saldo de US$ 450 bilhões. E isso para um país com 4,5 milhões de habitantes”, comparou.

 

 

 

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