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Angola

Premiê são-tomense anuncia leilões de blocos de petróleo

07/10/2009 | 10h01
O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Joaquim Rafael Branco, disse nesta terça-feira (6) em Luanda que os primeiros blocos petrolíferos do arquipélago deverão ser leiloados no primeiro trimestre de 2010, e afirmou que espera se beneficiar da experiência angolana para o desenvolvimento do setor.


Após um encontro com o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, o premiê são-tomense disse esperar que o país se beneficie da “grande experiência que Angola adquiriu” no setor petrolífero.


“Angola é um país de referência, tem uma empresa de referência mundial (Sonangol) e tem funcionários que formou ao longo dos anos”, disse Branco, antes de acrescentar que espera que as petrolíferas angolana e são-tomense possam “também cooperar” para desenvolver o setor no arquipélago.


O primeiro-ministro são-tomense ressaltou que Angola “é um dos maiores produtores de petróleo” e São Tomé e Príncipe “ainda nem começou a produzir”, mas apostou nas boas relações bilaterais para explorar as possibilidades geradas pelo petróleo em seu país.

Branco aproveitou para anunciar que, no primeiro trimestre de 2010, serão colocados a leilão novos blocos no mar são-tomense.

O chefe de governo do país africano espera “não cometer os erros que outros cometeram” quando iniciaram a produção petrolífera e, também nesse aspecto, disse contar com a ajuda de Luanda.


Em junho, a Agência Nacional de Petróleos (ANP) de São Tomé e Príncipe tinha previsto realizar o leilão em novembro, mas a legislação que regula o setor petrolífero no arquipélago ainda não foi promulgada.


O presidente de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, ainda não voltou ao país desde que partiu para Nova Iorque, onde participou da sessão de abertura da assembleia geral da ONU, que foi encerrada no dia 29.


O premiê são-tomense, que, depois do encontro com o presidente angolano, se reuniu com o chefe do governo de Angola, Paulo Kassoma, explicou à Agência Lusa que Luanda tem sido essencial no apoio a seu país em tempo de crise, expressamente através de um empréstimo.


Ao chegar a Luanda, Branco disse que a visita, a convite de Kassoma, serve também para agradecer o governo angolano pelo apoio essencial ao arquipélago que, admitiu, foi afetado de forma “particularmente difícil” pelos efeitos da crise.


“Os anos de 2008 e 2009 têm sido bastante difíceis para a maioria dos nossos países, particularmente para os são-tomenses, mas nós conseguimos superar as dificuldades graças ao apoio de Angola”, afirmou aos jornalistas.


Fonte: Agência Lusa
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