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Renováveis

Premiê luso investe em rede de carga para carro elétrico

09/12/2009 | 09h50
O primeiro-ministro português, José Sócrates, anunciou nesta terça-feira a antecipação, para meados de 2011, da rede nacional de carregamento para veículos elétricos, e destacou que, com isso, Portugal será o único país do mundo a ter uma rede nacional, integrada e de gestão centralizada.
 

"Portugal deseja ser o único país do mundo, muito em breve, a ter, não uma rede local de abastecimento ou de carregamento, não uma rede numa cidade, mas uma rede verdadeiramente nacional, que abranja todo o território nacional", afirmou o premiê na cerimônia de anúncio da localização da fábrica de baterias da Nissan, que será construída em Cacia, Aveiro.
 

Após lembrar que o governo pretendia erguer esta rede de abastecimento até o final de 2011, Sócrates anunciou a antecipação da concretização do projeto "até meados" deste mesmo ano.
 

"Quando chegarem os próximos carros elétricos de todos os fabricantes, Portugal estará em condições de oferecer aos consumidores não apenas um preço competitivo, mas também uma rede nacional de carregamento", destacou.
 

O governante ressaltou, no entanto, que o país não será apenas pioneiro por ter uma rede nacional de abastecimento, mas também porque esta será integrada e terá uma gestão centralizada.
 

Ou seja, todos os consumidores, independentemente de seu provedor de eletricidade, terão acesso à rede, explicou o chefe do Executivo português.
 

Estímulos estatais
 

Sócrates explicou que a intenção do país é estar na "linha da frente" no que diz respeito ao desenvolvimento, produção e divulgação do carro elétrico, e lembrou ainda o sistema de incentivos estatais criados para os consumidores.
 

"Desde o início que Portugal apostou no carro elétrico, porque sempre viu no carro elétrico uma possibilidade de Portugal se afirmar na linha da frente de uma das áreas da energia que vai sofrer, nos próximos anos, um processo de pesquisa e desenvolvimento, que vai certamente conduzir à sua afirmação na mobilidade sustentável em todo o mundo", ressaltou.
 

No discurso, o premiê expressou satisfação com a decisão da Renault/Nissan de construir uma nova fábrica de baterias para carros elétricos em Aveiro, por considerar que se trata de um "investimento estratégico", não só pelo volume de investimento e pelo número de postos de trabalho que serão gerados, mas também pela aposta nas exportações e em um "momento de mudança na nossa economia".
 

"É a chegada de uma economia mais verde e mais sustentada nas energias renováveis", disse, para, em seguida, prometer que o Estado português continuará sendo parceiro da Renault/Nissan nesta "aventura empresarial".
 

Sócrates aproveitou a ocasião para fazer uma referência à Cúpula de Copenhague, e disse que tem a "maior expectativa" que, do encontro, saia "um acordo político claro relativamente à redução de emissões em todo o mundo e também àquilo que deve ser a justa distribuição de recursos e o financiamento de algumas economias para mudarem o paradigma econômico".
 

"Se o acordo se fizer, será um incentivo à aposta nas renováveis", referiu.



Fonte: Agência Lusa
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