PN 2011-2015

Prazo da refinaria é mantido no CE e adiado no Maranhão

As especulações sobre um possível atraso no cronograma de instalação da refinaria Premium II, a ser construída no Pecém, não se confirmaram, e o empreendimento teve sua data de operação mantida para 2017. Já a unidade do

Diário do Nordeste
27/07/2011 07:28
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As especulações sobre um possível atraso no cronograma de instalação da refinaria Premium II, a ser construída no Pecém, não se confirmaram, e o empreendimento teve sua data de operação mantida para 2017. Já a unidade do Maranhão, entretanto, foi postergada, segundo informou ontem o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, ao divulgar o Plano de Negócios 2011-2015 da companhia.

De acordo com Gabrielli, diante da necessidade de revisão nos investimentos, a companhia atendeu ao pedido da presidente Dilma Rousseff de não realizar corte nos aportes às novas refinarias, mas sim uma postergação. A decisão pelo adiamento só atingiu a refinaria Premium I, que está em processo de terraplanagem no município de Bacabeira, no Maranhão. O complexo entrará em operação em duas fases, cada uma com capacidade de refino de 300 mil barris de petróleo por dia (bpd). A primeira, programada no plano anterior para 2014, foi repassada para 2016. A segunda também foi atrasada em dois anos, passando de 2017 para 2019.

No último plano de negócios da estatal, a refinaria cearense foi adiada de 2013 para 2017, e teve seu projeto reprogramado para entrar em operação em uma única fase - antes seriam duas. No atual plano, não houve alterações no planejamento para a unidade cearense. A Premium II terá capacidade de refino para 300 mil bpd.

A Petrobras planeja investir deste ano até 2015 um montante de US$ 224 bilhões (R$ 386 bilhões), concentrando 57% destes recursos no segmento de Exploração e Produção, com destaque para o desenvolvimento das áreas do pré-sal. Para a ampliação do parque de refino, ela investirá US$ 35,3 bilhões, a serem alocados nas quatro novas refinarias: Premium I e II, Abreu e Lima, em Pernambuco, e Comperj, no Rio de Janeiro.

A pernambucana, que deverá iniciar sua produção no ano que vem, está com 70% de suas obras concluídas, segundo informou Gabrielli. A primeira fase da Comperj, com capacidade de 165 mil bpd, começará em 2013, e sua duplicação está programada para operar em 2018.

Orçamento reduzirá

A refinaria cearense - que atualmente está com a licença prévia emitida, mas ainda não possui a licença de instalação, que permite o início das obras - tem um orçamento inicial de US$ 11,1 bilhões, mas a estatal já programa uma redução no custo do empreendimento, assim como no do Maranhão. Segundo o plano apresentado ontem, a ideia da empresa é de que a curva de aprendizagem com as novas refinarias de Pernambuco e do Rio de Janeiro permita uma redução nos investimentos das unidades Premium.

Desta forma, a estatal definiu metas específicas de redução de custo na construção das novas refinarias, que deverão ser alcançadas na elaboração dos projetos de construção e pelo programa de redução de despesas operacionais.

Apesar das constantes críticas de analistas de mercado, que sustentam que a estatal deveria reduzir os aportes de recursos na ampliação do refino, a Petrobras resolveu manter os projetos de todas as novas refinarias. Com as novas unidades, o Brasil passará a ter sua capacidade de refino, que hoje é de 2,2 milhões de bpd, ampliada para 3,2 milhões de bpd até 2020, ano em que a produção de petróleo e gás brasileira deverá ser de 4,9 milhões de bpd.

Segundo Gabrielli, "é a expansão do mercado brasileiro que explica a expansão da capacidade de refino". Originalmente programadas para produzir para o mercado internacional, as novas unidades serão agora direcionadas para a demanda interna.
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