Brasil

Portos enfrentam momento decisivo, diz Pedro Brito

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e ex-ministro dos Portos, Pedro Brito, afirmou que está otimista com o andamento do setor e acredita que os processos licitatórios a serem abertos com base na nova Lei dos Portos é crucial p

A Tribuna
21/08/2013 13:43
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O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e ex-ministro dos Portos, Pedro Brito, é um dos nomes confirmados para as discussões sobre os gargalos e o futuro do Porto de Santos nos próximos dias 26 e 27, durante a 11ª edição do Santos Export – Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos. Otimista com o andamento do setor e com os investimentos do Governo, Brito debaterá com empresários e outros especialistas as oportunidades de negócios do segmento, que vive um momento decisivo, segundo ele.
 

Iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos, o fórum ocorrerá no Mendes Convention Center, na Cidade. O evento reunirá outras autoridades nacionais e locais do setor portuário e lideranças empresariais.
 

Na última semana, a Antaq anunciou os critérios para o arrendamento de 11 terminais do Porto de Santos – são 10 instalações que já são exploradas e cujos contratos de arrendamento estão prestes a terminar ou com o prazo vencido; e uma a ser implantada. Os processos licitatórios a serem abertos têm como base a nova Lei dos Portos – que, para Brito, “é crucial para atrair novos investimentos, reorientar os planejamentos e melhorar a eficiência do Porto e dos terminais”. 
 

Segundo o diretor-geral da Antaq, o complexo santista ainda é carente de muitos investimentos. “Os acessos são certamente o principal gargalo, porque hoje o Porto depende muito dos caminhões para que a carga chegue e saia dos terminais. Temos que investir muito em ferrovias e hidrovias, já que há um grande potencial hidroviário em torno de Santos para todo tipo de mercadoria”.
 

Os serviços de dragagem são apontados por Brito como “insuficientes”, diante da demanda do porto santista. “Os navios vão continuar crescendo e exigindo maior profundidade, já que os calados são maiores. Temos que continuar investindo em dragagem pois ela dá mais capacidade de movimentação”, diz. E ele ainda chama a atenção dos arrendatários, que terão de fazer novos esforços e investir em equipamentos, tecnologia e na construção de berços para grãos.
 

Sobre a centralização das decisões nos órgãos federais, Brito é enfático: “A Antaq, como agência reguladora, tem que estar preparada. E se a decisão prevista na lei foi a de centralizar os arrendamentos e concessões na Antaq, vamos dar conta do recado e fazer o papel de agência. O que pode surgir daqui para frente é a questão do modelo, centralizado, ou não”.
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