Opep

Polêmica no cartel é adiada até 3 de junho

A decisão da Opep de adiar a discussão sobre a proposta da Arábia Saudita de aumentar em pelo menos 8,5% da produção do cartel indica uma polêmica que terá de ser sanada até a reunião marcada para o dia 3 de junho, em Beirute (Líbano).

Valor Econômico/ag.
24/05/2004 00:00
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A decisão da Opep de adiar a discussão sobre a proposta da Arábia Saudita de aumentar em pelo menos 8,5% da produção do cartel indica uma polêmica que terá de ser sanada até a reunião marcada para o dia 3 de junho, em Beirute (Líbano).
"Para o momento, o que podemos fazer é encorajar os países-membros a fazer o que puderem para estabilizar o mercado de petróleo", disse em Amsterdã o indonésio Purnomo Yusgiantoro, que ocupa a presidência da instituição.
O tom conciliador de Purnomo, porém, vai contra as posições adotadas pelos representante da Líbia e da Venezuela, que se opuseram ao movimento unilateral saudita de aumentar sua cota de produção.
A Opep afirma que seus 10 membros com cotas - todos, menos o Iraque - produziram um total de 25,5 milhões de barris/dia no último mês, o que já excederia em 2 milhões/dia o teto oficial da organização.
A Arábia Saudita propõe que a banda de preços do petróleo vá de US$ 22 a US$ 28, o barril.
"Achamos que os preços altos não têm relação com os atuais níveis de produção", disse Rafael Ramirez, ministro das Minas e Energia da Venezuela.
Para a reunião de junho, Ramirez pretende aprovar também uma mudança na banda de preços. Edmund Daukoru, conselheiro presidencial da Nigéria, sugeriu que o valor de US$ 28 o barril seja adotado como piso, e não como teto dos preços.
Entre os que apóiam o aumento da produção estão os Emirados Árabes Unidos. Obeid bin Seif al-Nasseri, ministro do Petróleo dos EUA, disse que vai aumentar sua produção, injetando 400 mil barris/dia no suprimento mundial.

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