Preços

Petróleo sobe com investidores pesando acordo da Opep e altos estoques nos EUA

Dow Jones Newswire, 17/03/2017
17/03/2017 10:53
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Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta sexta-feira, se firmando após uma primeira quinzena volátil no mês, em meio a sinalizações de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode estender os cortes de produção e os altos estoques nos Estados Unidos.

Na London Metal Exchange (LME), o Brent para maio subia 0,50%, a US$ 52,00 por barril, às 8h29 (de Brasília). Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato para abril avançava 0,55%, a US$ 49,04 por barril.

Os preços se mantém próximos dos menores patamares em três meses e meio, em um ambiente de dúvidas sobre se o acordo da Opep conseguirá diminuir os estoques da commodity, que têm subido nos últimos meses.

"O foco se mantém nos altos níveis dos estoques mundiais, que de acordo com o último relatório da Opep, permanecem em 278 milhões de barris acima da média móvel de cinco anos em janeiro", afirmou Michael Poulsen, gerente de risco de petróleo da Global Risk Management.

A promessa do cartel de reduzir sua produção, embora pareça estar mantida, é ameaçada pela alta da produção norte-americana. Segundo o Departamento de Energia (DoE), a produção local já ultrapassou o nível de 9 milhões de barris por dia e deve atingir 9,7 milhões de bpd em um ano.

Ontem à noite, o ministro saudita de energia, Khalid Al-Falih, afirmou que a Opep tem "forte disposição" para estender o acordo de cortes, inicialmente planejado para seis meses.

"Minha conversa com colegas da Opep e de fora do grupo me passam um alto nível de confiança de que a performance impressionante que temos visto vai melhorar", disse, se referindo à observância dos países em relação aos cortes de produção.

"Embora a produção norte-americana não deva conseguir repor os cortes prometidos este ano, estamos abertos à possibilidade de que ela surpreenda para cima", escreveu Vivek Dhar, estrategista de commodities do Commonwealth Bank. "Por outro lado, com a queda dos preços do WTI para abaixo de US$ 50 por barril, o crescimento da extração nos EUA pode começar a desacelerar."

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