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Petróleo opera quase estável, um dia após relatório do DoE impulsionar contratos

Dow Jones Newswires, 03/08/2017
03/08/2017 09:26
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Os futuros de petróleo operam de lado nesta quinta-feira, após exibirem ganhos de cerca de 0,9% a 1,10% na sessão anterior, quando foi divulgada a pesquisa semanal do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Os contratos mostram pouco impulso para firmar uma direção clara, à espera de novos catalisadores.

Às 8h27 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,08%, a US$ 49,55 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,10%, a US$ 52,31 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, o DoE estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu queda de 1,5 milhão de barris na última semana, menor do que a previsão de recuo de 3,1 milhões dos analistas. Mas a produção de petróleo do país subiu na última semana, um sinal negativo para o mercado. De qualquer forma, "um forte aumento na demanda foi suficiente para agradar investidores com apetite de compra", segundo avaliação do ANZ Bank.

Nesta semana, o Brent bateu máxima em dois meses, em uma sequência em geral positiva nas últimas semanas, diante de sinais de que o mercado se reequilibra após mais de três anos de excesso de oferta. Analista da consultoria Energy Aspects, Richard Mallinson disse que uma parcela considerável do excesso de estoques globais desapareceu e que esse processo continua e ganha força.

Os limites de produção liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia, além da forte demanda, ajudam a provocar um recuo nos estoques globais, acrescentou Mallinson.

A JBC Energy revisou sua projeção para crescimento na demanda por petróleo em 2017 para 1,46 milhão de barris por dia, quando em janeiro apontava para alta de 1,1 milhão de barris por dia, diante da demanda forte por petróleo e gasolina em alguns países.

Os participantes do mercado continuam a monitorar as tensões na Venezuela, onde há a ameaça de sanções dos EUA contra o setor do petróleo. Mallinson disse que o mercado monitora se serão mesmo impostas punições e se elas podem reduzir a produção e a exportação do país. Ao mesmo tempo, o analista aponta que a Venezuela já sofre com a falta de investimentos, manutenção e equipamentos.

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