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Petróleo opera em baixa, diante de sinais de aumento na produção global

Dow Jones Newswires, 11/06/2018
11/06/2018 11:08
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Os contratos futuros de petróleo operam em queda na manhã desta segunda-feira, diante de novos sinais de aumento na produção global.

Às 8h32 (de Brasília), o petróleo WTI para julho caía 1,13%, a US$ 65,00 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto recuava 0,92%, a US$ 75,76 o barril, na ICE.

O número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA, um indicativo da atividade no setor, subiu 1 na última semana, para 862, segundo a Baker Hughes. Ao mesmo tempo, a produção dos EUA subiu na semana passada ao patamar recorde de 10,8 milhões de barris por dia, de acordo com o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

"Por ora, o potencial de alta continua a ser limitado pelo excesso de petróleo dos EUA", afirmou Stephen Brennock, analista da corretora PVM Oil Associates. Segundo ela, a tendência negativa é acentuada pela chance de aumento na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, como a Rússia.

A Arábia Saudita, integrante da Opep, começou a elevar a produção antes da reunião de 22 de junho do cartel. O país disse que no mês passado subiu a produção em 100 mil barris por dia, para atingir cerca de 10 milhões de barris por dia. Há um acordo em vigor para conter a oferta, unindo a Opep e algumas outras nações importantes no setor, como a Rússia. Por outro lado, os riscos geopolíticos à oferta do Irã e da Venezuela, dois membros da Opep, levaram a Arábia Saudita e a Rússia a indicar nas últimas semanas que poderiam passar a produzir mais em breve.

Em junho, os russos teriam elevado sua produção de petróleo a 11,1 milhões de barris por dia, acima do teto combinado com a Opep, de 10,95 milhões de barris por dia, informou a Interfax. "Esse parece ser um sinal claro de que a Rússia começou a relaxar os cortes na produção", afirmou o ING Bank em nota.

Observadores do mercado esperam agora o relatório mensal sobre o mercado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o da Agência Internacional de Energia (AIE), na terça-feira e na quarta-feira, respectivamente.

 

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