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Greve

Petroleiros rejeitam proposta da Petrobras e podem parar por tempo indeterminado

23/10/2009 | 09h32
Os empregados da Petrobras ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) rejeitaram a nova contraproposta apresentada pela empresa e poderão entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (26), com a realização das assembleias da categoria em todo o país.
 

O diretor de Administração e Patrimônio da FUP, José Maria dos Santos Nascimento, disse, que a segunda contraproposta apresentada pela Petrobras aos petroleiros foi rejeitada na própria mesa de negociações na última terça-feira (20), quando seis integrantes do Sindipetro-RJ decidiram permanecer ocupando a sala onde ocorreu a reunião.

 

“Essa segunda contraproposta foi ainda pior do que a primeira. Ela aumenta a descriminação contra os aposentados e pensionistas e causou revolta até entre os empregados da ativa. Por isso decidimos rejeitar a proposta na própria mesa de negociação e ocupar a sala de reunião, repetindo dezembro de 2007 quando lá ficamos por 11 dias”, disse.

 

Um dos pontos mais importantes da pauta de reivindicações da FUP é a suspensão das punições impostas pela Petrobras à parte da categoria que aderiu à última paralisação. Eles querem ainda a reposição com base no índice do custo de vida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de 3,75%, ganho real de 10% e produtividade de 5,1%.

 

A FUP representa 12 dos 18 sindicatos ligados à estatal (com cerca de 32 mil trabalhadores) que atuam em bases importantes de distribuição, refino e produção – inclusive as plataformas da Bacia de Campos, no litoral norte do Rio de Janeiro, região responsável por mais de 80% de toda a produção nacional de petróleo, hoje da ordem de 2 milhões de barris de petróleo por dia.

 

Sobre a ocupação da sala da reunião, a Petrobras disse, por meio de nota, que ao término da reunião de apresentação de nova proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2009 na noite de terça-feira, com a presença de 53 representantes sindicais, seis sindicalistas decidiram permanecer no local.



Fonte: Agência Brasil
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