Campos Maduros

Petrobras se aproxima da venda de dois campos maduros, dizem fontes

Reuters, 28/05/2019
28/05/2019 09:10
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A Petrobras está perto da venda de dois campos de petróleo offshore, em um processo que pode alcançar cerca de 1 bilhão de dólares e auxiliaria a estatal em sua busca pela redução de dívidas.

Um prazo até 5 de junho foi estabelecido pela petroleira para o recebimento das ofertas finais por seus campos petrolíferos de Pampo e Enchova, no litoral do Rio de Janeiro, disseram duas fontes com conhecimento do tema, que solicitaram anonimato para a discussão de assuntos confidenciais.

Empresa independente de petróleo, a Trident Energy, apoiada pela gestora de private equity Warburg Pincus, lidera a disputa, ainda que a Petrobras tenha convidado outras companhias para enviarem suas ofertas, incluindo a PetroRio, sediada no Rio de Janeiro, e um consórcio entre a EIG Global Energy Partners e a firma brasileira Ouro Petro Óleo e Gás, afirmaram as fontes.

A Petro Rio se negou a comentar. Petrobras, EIG e Trident não responderam a pedidos por comentários.

Juntos, os campos de Pampo e Enchova produzem quase 39 mil barris de óleo equivalente por dia, segundo dados de julho de 2018, fazendo destes os maiores ativos de produção madura no portfólio de desinvestimento da Petrobras.

O presidente-executivo da estatal, Roberto Castello Branco, que assumiu o cargo em janeiro, está orientando a venda de dezenas de ativos, em uma busca pela redução das dívidas e com foco da empresa na produção e exploração em águas profundas.

Mais cedo nesta segunda-feira, a empresa iniciou o processo de venda de 27 campos de petróleo onshore no Espírito Santo.

Os campos de Pampo e Enchova estão entre as vendas mais desafiadoras para a Petrobras.

Em 2018, a petroleira abriu negociações exclusivas com o consórcio da EIG. Entretanto, pelas regras estabelecidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a Petrobras teria de executar um processo final de reofertas após a conclusão das negociações bilaterais, permitindo que terceiras partes pudessem realizar novos lances de quaisquer valores, desde que tivessem os mesmos termos contratuais da oferta bilateral.

A EIG se aproveitou da rodada de novos lances para reduzir sua oferta, o que levou a Petrobras a desistir do negócio, conforme noticiou a Reuters em janeiro. A estatal, então, abriu negociações exclusivas com o grupo Trident.

O prazo até junho representa a segunda tentativa de se obter uma nova oferta final pelos campos. As fontes alertaram que um pequeno atraso é possível, mas não esperado.

O novo contrato contém uma cláusula chamada de "earn-out", pela qual o comprador pode ter de pagar até 200 milhões de dólares a mais para a Petrobras após a aquisição inicial, dependendo dos preços do petróleo, disseram as fontes.

 

 

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