Economia

Petrobras mantém Bovespa no vermelho

Baixa liquidez e cautela dos investidores.

Valor Online
29/07/2014 16:52
Visualizações: 724

 

As ações da Petrobras pesam sobre a Bovespa nesta terça-feira, em mais um pregão marcado pela baixa liquidez e pela cautela dos investidores. Nos Estados Unidos, as bolsas operam sem rumo definido, com investidores aguardando a reunião de amanhã do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), além da divulgação de indicadores relevantes, como a prévia do PIB do segundo trimestre e os números de geração de empregos no país.
“O mercado todo está se segurando para ver o que vem pela frente. Além dos indicadores lá fora, o mercado está de olho na série de pesquisas eleitorais regionais que o Ibope deve divulgar nesta semana”, comenta o estrategista da SLW Corretora, Pedro Galdi.
O Ibope deve divulgar amanhã, em conjunto com a tevê Globo, pesquisas para saber a intenção de voto do eleitor em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Distrito Federal. As cinco pesquisas também sondam as intenções de voto para presidente da República.
Às 16h20, o Ibovespa recuava 0,80%, aos 57.236 pontos, com volume de R$ 4,4 bilhões. Petrobras PN (-2,08%, a R$ 19,73) concentrava as perdas entre as principais ações do índice, enquanto Itaú PN (0,39%, a R$ 35,65), Bradesco PN (0,05%, a R$ 34,96), Ambev ON (1,10%, a R$ 16,49) e Vale PNA (0,17%, a R$ 29,41) estão no azul.
Relatório da agência de classificação Moody’s ajudou a acentuar o movimento de correção sobre as ações da Petrobras. Apesar de ter uma das projeções de crescimento mais relevantes da região, a empresa encara hoje a pior margem operacional dentre as estatais produtoras de petróleo da América Latina, diz a Moody’s.
A instituição analisou as cinco principais companhias controladas por seus governos nos países latino-americanos: a mexicana Pemex, a colombiana Ecopetrol, a venezuelana PDVSA, a argentina YPF e a brasileira Petrobras. O texto, porém, lembra que a comparação entre elas é muito difícil, tanto pela força de seus mercados como pelo tamanho de suas operações.
Na opinião da Moody’s, grandes projetos de investimento e mudanças nas principais empresas da região vão continuar deteriorando o perfil de crédito das petrolíferas, ao menos até 2016. A partir de então, a perspectiva é que, com crescimento das operações, a saúde financeira se estabilize.
Pela manhã, o setor bancário chegou a reagir em alta à divulgação da nota de crédito do Banco Central, mas os papéis já perderam força. Segundo o BC, o estoque de crédito subiu 0,9% em junho, para R$ 2,830 trilhões. O estoque de crédito livre cresceu 0,7% e o direcionado aumentou 1,2%. As concessões de crédito subiram 1,1% e a média diária aumentou 6,2%. A inadimplência caiu 0,1 ponto percentual, para 3% em junho, e a inadimplência da pessoa física com re cursos livres recuou 0,2 pontos, para 6,5% em junho.
O diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, destacou em nota que o crédito direto continua a se expandir a altas taxas, mas a alocação livre está agora mostrando contração em termos reais. A fatia de bancos públicos no total do crédito continua a subir. Segundo ele, essa situação é uma fonte de desconforto no médio prazo.
A lista de maiores altas traz Oi PN (4,10%), Cosan ON (1,08%) e Tractebel ON (0,76%). A Oi informou ontem que chegou ao desenho final do contrato a ser firmado com a Portugal Telecom para ajustar os termos da reestruturação da fusão entre as duas empresas, por conta das dívidas de cerca de 897 milhões de euros assumidas pela PT junto a Rioforte, holding do Grupo Espírito Santo (GES) que é sócio da tele portuguesa.
No acordo, a PT entregará ações do capital da Oi para a própria companhia e receberá em troca os títulos de dívida da Rioforte. A proporção da permuta foi mantida em relação ao acordo preliminar divulgado no dia 16. Serão 474,3 milhões de ações ordinárias e 948,7 milhões de preferenciais, que correspondem a 16,6% do capital votante e 16,6% do capital total da tele brasileira.
As principais mudanças em relação aos termos preliminares do contrato dizem respeito a restrições que a Oi impôs para que a PT recompre a parcela concedida como permuta por conta dos títulos da Rioforte. No contrato definitivo, a PT não poderá retirar ou alterar a cláusula de “pílula de veneno” de seu estatuto, que limita o direito de voto a 10% das ações.
Na ponta negativa do Ibovespa estão BM&FBovespa ON (-4,02%), Energias do Brasil ON (-3,91%) e Rossi ON (-3,82%). Outras elétricas também estão no vermelho: Cesp PNB (-3,06%), Cemig PN (-2,60%) e Eletropaulo PN (-2,70%).
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta manhã em reunião de diretoria o adia mento do prazo para pagamento das despesas das distribuidoras no mercado de curto prazo (spot), referente ao mês de maio. O novo prazo será até 28 de agosto. “Até lá, espero que saia os recursos e, então, gente vai antecipar a liquidação”, disse o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, ao se referir ao financiamento negociado pelo governo com os bancos.
© 2000 – 2014. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico. 
Leia mais em:
http://www.valor.com.br/financas/3630882/petrobras-passa-por-correcao-acentuada-e-mantem-bovespa-no-vermelho#ixzz38t8aZoJ4

As ações da Petrobras pesam sobre a Bovespa nesta terça-feira, em mais um pregão marcado pela baixa liquidez e pela cautela dos investidores. Nos Estados Unidos, as bolsas operam sem rumo definido, com investidores aguardando a reunião de amanhã do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), além da divulgação de indicadores relevantes, como a prévia do PIB do segundo trimestre e os números de geração de empregos no país.

Às 16h20, o Ibovespa recuava 0,80%, aos 57.236 pontos, com volume de R$ 4,4 bilhões. Petrobras PN (-2,08%, a R$ 19,73) concentrava as perdas entre as principais ações do índice, enquanto Itaú PN (0,39%, a R$ 35,65), Bradesco PN (0,05%, a R$ 34,96), Ambev ON (1,10%, a R$ 16,49) e Vale PNA (0,17%, a R$ 29,41) estão no azul.

Relatório da agência de classificação Moody’s ajudou a acentuar o movimento de correção sobre as ações da Petrobras. Apesar de ter uma das projeções de crescimento mais relevantes da região, a empresa encara hoje a pior margem operacional dentre as estatais produtoras de petróleo da América Latina, diz a Moody’s.

A instituição analisou as cinco principais companhias controladas por seus governos nos países latino-americanos: a mexicana Pemex, a colombiana Ecopetrol, a venezuelana PDVSA, a argentina YPF e a brasileira Petrobras. O texto, porém, lembra que a comparação entre elas é muito difícil, tanto pela força de seus mercados como pelo tamanho de suas operações.

Na opinião da Moody’s, grandes projetos de investimento e mudanças nas principais empresas da região vão continuar deteriorando o perfil de crédito das petrolíferas, ao menos até 2016. A partir de então, a perspectiva é que, com crescimento das operações, a saúde financeira se estabilize.

Pela manhã, o setor bancário chegou a reagir em alta à divulgação da nota de crédito do Banco Central, mas os papéis já perderam força. Segundo o BC, o estoque de crédito subiu 0,9% em junho, para R$ 2,830 trilhões. O estoque de crédito livre cresceu 0,7% e o direcionado aumentou 1,2%. As concessões de crédito subiram 1,1% e a média diária aumentou 6,2%. A inadimplência caiu 0,1 ponto percentual, para 3% em junho, e a inadimplência da pessoa física com re cursos livres recuou 0,2 pontos, para 6,5% em junho.

O diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, destacou em nota que o crédito direto continua a se expandir a altas taxas, mas a alocação livre está agora mostrando contração em termos reais. A fatia de bancos públicos no total do crédito continua a subir. Segundo ele, essa situação é uma fonte de desconforto no médio prazo.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23