Economia

Petrobras mantém Bovespa no vermelho

Baixa liquidez e cautela dos investidores.

Fonte Online
29/07/2014 16:55
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As ações da Petrobras pesam sobre a Bovespa nesta terça-feira, em mais um pregão marcado pela baixa liquidez e pela cautela dos investidores. Nos Estados Unidos, as bolsas operam sem rumo definido, com investidores aguardando a reunião de amanhã do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), além da divulgação de indicadores relevantes, como a prévia do PIB do segundo trimestre e os números de geração de empregos no país.

Às 16h20, o Ibovespa recuava 0,80%, aos 57.236 pontos, com volume de R$ 4,4 bilhões. Petrobras PN (-2,08%, a R$ 19,73) concentrava as perdas entre as principais ações do índice, enquanto Itaú PN (0,39%, a R$ 35,65), Bradesco PN (0,05%, a R$ 34,96), Ambev ON (1,10%, a R$ 16,49) e Vale PNA (0,17%, a R$ 29,41) estão no azul.

Relatório da agência de classificação Moody’s ajudou a acentuar o movimento de correção sobre as ações da Petrobras. Apesar de ter uma das projeções de crescimento mais relevantes da região, a empresa encara hoje a pior margem operacional dentre as estatais produtoras de petróleo da América Latina, diz a Moody’s.

A instituição analisou as cinco principais companhias controladas por seus governos nos países latino-americanos: a mexicana Pemex, a colombiana Ecopetrol, a venezuelana PDVSA, a argentina YPF e a brasileira Petrobras. O texto, porém, lembra que a comparação entre elas é muito difícil, tanto pela força de seus mercados como pelo tamanho de suas operações.

Na opinião da Moody’s, grandes projetos de investimento e mudanças nas principais empresas da região vão continuar deteriorando o perfil de crédito das petrolíferas, ao menos até 2016. A partir de então, a perspectiva é que, com crescimento das operações, a saúde financeira se estabilize.

Pela manhã, o setor bancário chegou a reagir em alta à divulgação da nota de crédito do Banco Central, mas os papéis já perderam força. Segundo o BC, o estoque de crédito subiu 0,9% em junho, para R$ 2,830 trilhões. O estoque de crédito livre cresceu 0,7% e o direcionado aumentou 1,2%. As concessões de crédito subiram 1,1% e a média diária aumentou 6,2%. A inadimplência caiu 0,1 ponto percentual, para 3% em junho, e a inadimplência da pessoa física com re cursos livres recuou 0,2 pontos, para 6,5% em junho.

O diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, destacou em nota que o crédito direto continua a se expandir a altas taxas, mas a alocação livre está agora mostrando contração em termos reais. A fatia de bancos públicos no total do crédito continua a subir. Segundo ele, essa situação é uma fonte de desconforto no médio prazo.

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