PN 2011-2015

Petrobras: investimentos de US$ 20,9 bi em São Paulo até 2015

Deste total, serão US$ 8,248 bilhões para exploração e produção, US$ 9,851 para refino, transporte e comercialização e outros US$ 1,575 para biocombustíveis, entre outros projetos. Gabrielli reconheceu que trata-se de um plano ambicioso, mas assegurou que a proposta é tecnicamente e financ

Agência Petrobras
28/07/2011 09:16
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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, apresentou ontem (27), em São Paulo, o Plano de Negócios da Companhia para o período 2011-2015. O evento contou com a participação de 400 empresários paulistas e foi organizado em parceria com a FIESP, Apimec, IBP, Abimaq, Abdib, Abeme e ABM.

O Plano de Negócios, aprovado pelo Conselho de Administração da Companhia na última sexta-feira (22/07), prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões (ou R$ 388,9 bilhões) até 2015. O estado de São Paulo, especificamente, deverá receber investimentos de US$ 20,9 bilhões. Deste total, serão US$ 8,248 bilhões para exploração e produção, US$ 9,851 para refino, transporte e comercialização e outros US$ 1,575 para biocombustíveis, entre outros projetos.

Gabrielli reconheceu que trata-se de um plano ambicioso, mas assegurou que a proposta é tecnicamente e financeiramente rentável. Entre as principais alterações no portfólio - se comparado ao plano anterior - estão, por exemplo, o acréscimo de US$ 8,7 bilhões em investimentos em exploração e produção, devido principalmente ao aumento substancial de importância do pré-sal.

No total, o E&P receberá US$ 117,7 bilhões. “Hoje o pré-sal representa 2% da produção da Petrobras e em 2020 corresponderá a 40,5% deste total”, justificou Gabrielli. Ele ressaltou ainda que serão investidos mais de US$ 4 bilhões por ano na busca por novas áreas exploratórias.

O presidente lembrou a relevância do Brasil nos últimos cinco anos para a indústria de petróleo mundial, já que o país responde atualmente por um terço das descobertas recentes em águas profundas.

O Plano de Negócios conta com 688 projetos com custo acima de US$ 25 milhões e mais de 3 mil projetos com investimento inferior a este valor. Segundo Gabrielli, “cerca de 34% destes projetos acima de US$ 25 milhões foram aprovados pela direção da companhia antes de 2009 e outros 50% antes de 2011. Com isso, pode-se afirmar que os projetos que compõem o plano possuem um grau de maturidade, conhecimento e aprovação interna muito significativos”.

Entre os destaques do plano, estão a instalação de 19 grandes projetos de produção, com incremento de produção de 2,3 milhões de barris de petróleo por dia de capacidade. A companhia prevê a perfuração de mais de mil novos poços offshore, sendo 40% deles exploratórios e 60% para desenvolvimento da produção.

Para as áreas de refino, petroquímica e logística serão destinados mais de US$ 70 bilhões. A capacidade de refino da companhia será acrescida de 395 mil barris de petróleo por dia até 2015 e os investimentos também serão direcionados para a conclusão do processo de modernização do parque de refino. “Em 2010 a importação líquida alcançou 5% da demanda total e se não fizermos esse investimento em refino o país pode chegar em 2020 com importação de 40%, o que representaria uma grande dependência do mercado internacional”, lembrou o presidente da Petrobras.


Rio de Janeiro terá investimentos de US$ 104,7 bilhões

De acordo com o presidente Gabrielli, o estado do Rio receberá investimentos de US$ 104,7 bilhões. Somando os investimentos das empresas parceiras, esse número sobe para US$ 127,4 bilhões.

“Temos duas premissas. A primeira premissa fundamental é a de que não haverá uma nova capitalização para financiar os investimentos da Petrobras. A segunda é de que não ameaçaremos o grau de investimento com o aumento do endividamento da Petrobras. Consideramos que este plano, do ponto de vista financeiro é um plano viável, saudável e que mantém a companhia como investment green e que não vai diluir os nossos acionistas atuais".
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