Álcool

Petrobras estuda alcoolduto em Goiás

Petrobras e Governo de Goiás assinaram protocolo de intenções para estudo de infra-estrutura de exportação de álcool na região. Alcoolduto chegaria à Replan e estudo também prevê desvio em hidrovia até terminais de exportação em São Paulo.


02/02/2006 00:00
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A Petrobras e a secretaria de infra-estrutura de Goiás assinaram, nesta quinta-feira (02/02), um protocolo de intenções para a realização de estudos para investimentos em infra-estrutura de exportação de álcool na região. O primeiro projeto é a construção de alcoolduto desde o terminal de Senador Canedo (GO) até a Refinaria de Paulínia (SP).

O duto deverá ter capacidade de transportar 4 milhões de litros e o investimento previsto é da ordem de R$ 500 milhões. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, ressaltou, entretanto, que esta estimativa de custos é muito inexata, uma vez que os valores ainda dependem do resultado de uma série de estudos.

Segundo explica Gabrielli, antes da construção, o projeto do alcoolduto passará pelas etapas de estudos conceituais, detalhamento de engenharia, viabilidade técnica, licenciamento ambiental e modelo societário e licitatório. Os parceiros têm um ano para a realização de estudos e apresentação das conclusões.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, informa que o estado está preparado para ser um grande produtor de álcool uma vez que tem 5 milhões de hectares de pastagens disponíveis para a plantação de cana-de-açúcar e outros 20 milhões de hectaries de pastagens que poderiam ser remanejadas.

O estado já possui 14 usinas de álcool e há perspectativa de construção de seis novas usinas. "Queremos chegar a ter 50 unidades indústriais de processamento de álcool", comentou Perillo.

Além do alcoolduto, o estudo também prevê a construção de um desvio na hidrovia de São Simão para ligá-la à hidrovia Paraná-Tietê e dar mais eficiência ao transporte de álcool para exportação.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, assegura que a estratégia da Petrobras em participar do exportação de álcool não vai pressionar os preços no mercado interno. "Toda nova produção está associada a uma nova área de plantação e novas usinas, o que vai gerar emprego, renda para a população e impostos para o país", diz.

Gabrielli comentou que a Petrobras está desenvolvendo um mercado de álcool mundialmente, uma vez que é uma empresa bem posicionada no segmento. O álcool, na avaliação de Gabrielli, atende a dois problemas levantados durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça: a preocupação com a garantia de suprimento de energia e o uso de uma energia que seja menos agressiva ao meio ambiente.

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