Meio Ambiente

Petrobras e Águas do Rio assinam acordos para implantação dos maiores projetos industriais de reúso de água no Brasil

REDUC e Polo Gaslub, no RJ, deverão ser abastecidos por volume anual de mais de 28 milhões de m3 de água

Redação TN Petróleo, Agência Petrobras
21/12/2022 10:43
Petrobras e Águas do Rio assinam acordos para implantação dos maiores projetos industriais de reúso de água no Brasil Imagem: Agência Petrobras Visualizações: 3206

A Petrobras e a Águas do Rio, concessionária responsável pelos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 27 municípios do estado do Rio de Janeiro, assinaram acordos para que as operações industriais da Refinaria Duque de Caxias (REDUC) e no Polo Gaslub, em Itaboraí, ambos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, passem a ser abastecidas com água de reúso. Os acordos preveem que após a formalização dos contratos definitivos e implantação dos projetos, um volume anual de pelo menos 28.908.000 m3 de água, suficientes para o abastecimento de uma cidade de 250 mil habitantes, e serão os maiores projetos de reúso industrial até o momento no Brasil.  

“Acreditamos que o avanço nesses acordos permite que a Petrobras siga em seu compromisso de reduzir a captação de água doce em suas operações nos próximos anos. A companhia tem atuado no tema de segurança hídrica tanto adotando projetos de reúso de água em suas operações e tratamento de efluentes, como no patrocínio a projetos de conservação de nascentes e mata ciliar”, afirma o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Rodrigo Costa (foto).

“A utilização da água de reúso em processos industriais está alinhada às melhores práticas globais e demonstra o compromisso da empresa com a agenda 2030, da ONU.  Garante um melhor aproveitamento dos recursos naturais e a segurança hídrica da Região Metropolitana do Rio de Janeiro sem impactar no desenvolvimento das indústrias. Esse modelo sustentável deve ser replicado. Por isso, celebramos o acordo com a Petrobras, para o crescimento econômico do polo industrial, otimizando o uso dos recursos naturais e garantindo a disponibilidade para os mais vulneráveis desse recurso essencial à vida”, explica Alexandre Bianchini, presidente da Águas do Rio.

REDUC abastecida exclusivamente por reúso

No caso da REDUC, foi assinado contrato formalizando a atuação da Águas do Rio para a captação e fornecimento, via adutoras de propriedade da Petrobras, de 3.300 m³/h (três mil e trezentos metros cúbicos por hora) de água para a REDUC e outras unidades industriais atendidas pelo mesmo sistema. O mesmo contrato também formalizou a intenção das partes em avançar em entendimentos para que a Águas do Rio passe a fornecer água de reúso para a REDUC a partir de 2024. Com isso, a refinaria passará a usar exclusivamente água de reúso em seus processos industriais, deixando de captar água dos sistemas do Guandu e Saracuruna.

No Polo GASLUB, onde a Petrobras está concluindo o Projeto Integrado Rota 3, que envolve a Unidade de Processamento de Gás de Itaboraí, e onde a companhia está avançando com os projetos de produção de lubrificantes avançados, diesel de ultra-baixo teor de enxofre, querosene de aviação e geração térmica, Petrobras e Águas do Rio assinaram memorando de entendimentos visando negociação de acordos para que o GASLUB passe a receber, em seus projetos atuais e futuros, até 3.940 m3/h de água de reúso.  Com os acordos firmados, a Águas do Rio pretende adiantar os seus compromissos de investimentos na Estação de Tratamento de Esgoto de São Gonçalo, com benefícios diretos nas metas de despoluição da Baía de Guanabara.

Ambos os projetos estão alinhados às ambições e compromissos ASG – Ambiental, Social e Governança - destacados no Plano Estratégico 2023-27 da Petrobras. A Petrobras tem como uma de suas metas ASG reduzir em até 40% o volume de captação de água doce em suas operações até o ano de 2030. A empresa tem ampliado a adoção de água de reuso em suas operações industriais e projeta reduzir em cerca de 60 milhões de metros cúbicos de água doce captados por ano em suas operações até 2030.

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