Pesquisa

Participação estrangeira é forte e 2012 registra melhor resultado em fusões e aquisições

De acordo com pesquisa realizada pela KPMG, foram realizadas 204 operações no primeiro trimestre de 2012, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1994 para o acumulado nos primeiros três meses de um ano. A participação estrangeira se destaca, com 99 operações.

Redação
20/04/2012 16:19
Visualizações: 1172
De acordo com a Pesquisa de Fusões e Aquisições, realizada pela KPMG, essas atividades seguiram fortes no primeiro trimestre de 2012. O estudo mostra que foram realizadas 204 operações desse tipo no período, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1994 para o acumulado nos primeiros três meses de um ano. Em relação a igual período de 2011, quando foram anotadas 167 operações, o avanço foi de 22%. Os números de janeiro a março mantiveram-se bastante próximos do resultado do último trimestre do ano passado, quando houve 211 transações.

Destaca-se a forte participação de empresas estrangeiras, sendo que, das 204 operações do total, 99 envolveram organizações de fora do país na ponta compradora, sendo 74 de operações do tipo CB1 e 25 do tipo CB4 (veja legenda abaixo).

“Prevíamos de fato que a atividade de fusões e aquisições seguiria aquecida, apesar das turbulências internacionais percebidas nos últimos meses. No entanto, chega a surpreender a força da participação estrangeira no período, especialmente das organizações de fora que adquiriram companhias brasileiras estabelecidas no Brasil (CB1), cujo número mais que dobrou, saltando de 34 no início de 2011 para as 74 dos primeiros meses deste ano. Mesmo o último trimestre de 2012, que foi forte, teve um resultado menos expressivo, com 51 transações desse tipo”, afirma Luis Motta, sócio-líder da área de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil.

O resultado das transações domésticas, feitas exclusivamente entre empresas brasileiras, ficou estável, com 82 transações no primeiro trimestre de 2012, mesmo número anotado em igual período do ano passado. “Basicamente todos os resultados vieram estáveis na comparação da atual pesquisa com a realizada no começo de 2011. A diferença foi mesmo determinada pelo apetite das empresas estrangeiras”, diz Motta.

Esta pesquisa é realizada trimestralmente e apura as operações de fusões e aquisições efetivamente concluídas e divulgadas que envolvam empresas estabelecidas ou com presença no país.


TI mantém liderança

Mais uma vez, como vem acontecendo nos últimos anos, o setor de TI foi o que registrou maior número de negócios, com 27 fusões e aquisições, contra 22 nos três primeiros meses de 2011. Vale destacar o avanço entre os negócios com empresas do setor de Energia, de 140%, que passaram de cinco para 12 entre o primeiro trimestre de 2011 e igual período deste ano.

Também o segmento que reúne transações nos setores de Telecomunicações e Mídia teve forte avanço no período, passando dos 9 negócios em 2011 para 23 em 2012, elevação de 156%. Tal resultado foi puxado especialmente pelas 14 operações envolvendo negócios com empresas pontocom no primeiro trimestre deste ano, contra quatro no ano passado. Outros setores de destaque envolveram negócios com: shopping centers, que tiveram avanço, de 80%, passando de cinco para nove na mesma comparação; com serviços para portos e aeroportos, com alta de 133%, de três para sete; e empresas de equipamentos elétricos e eletrônicos, com elevação de 250%, de dois para sete.


Legendas:

Transações Domésticas: entre empresas de capital brasileiro
CB1: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil. 
CB2: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior.
CB3: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.
CB4: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.
CB5: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no exterior.
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