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Finanças

Para BCs, preço do barril do petróleo vai ficar alto nos próximos três anos

27/06/2005 | 00h00

O preço do barril de petróleo continuará acima de US$ 40 nos próximos dois a três anos, sendo um dos principais fatores de incertezas para a economia mundial. Essa projeção foi consenso geral entre banqueiros centrais, segundo o presidente do BC da Argentina, Martin Redrado.
Autoridades monetárias de 55 países estarão reunidas até esta segunda-feira no Banco de Compensações Internacionais (BIS), em Basiléia (Suíça), na assembléia anual dessa instituição, que é ponto central para cooperação e debates entre BCs.
Na sexta-feira, o preço do barril bateu os US$ 60, aumentando os temores sobre as perspectivas da economia global. Analistas vêem possibilidade de a cotação chegar proximamente a US$ 70.
Banqueiros centrais concordaram que a carestia do petróleo tem características importantes que diferem de anos anteriores, com impacto negativo, mas menor. Pela primeira vez os preços dos contratos futuros continuam em níveis elevados, o que indica manutenção de preços fortes. Além disso, o aumento do consumo vindo da Ásia, da China e Índia principalmente, é um fator novo, de demanda. E terceiro, os investimentos no setor são insuficientes.
Para o Brasil, o impacto do encarecimento do petróleo na inflação dependerá do repasse de preços pela Petrobras, segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles. Ao mesmo tempo em que a tendência de preço da principal matéria-prima mundial é negativa, Meirelles vê o ´´outro lado´´. Na avaliação do presidente do BC, os preços dos contratos futuros de petróleo indicam que é possível viabilizar uma série de projetos de longa maturação no biocombustível.
´´Os preços justificam os investimentos. O Brasil pode aumentar em muito a produção e se firmar não só como grande produtor de grãos, mas também de energia renovável´´. Para Meirelles, o petróleo caro representa uma ´´oportunidade histórica´´ para investir em energia renovável - álcool, biodiesel (da soja, óleo do babaçu, da mamona etc.) e mesmo hidrelétrica´´.
Por sua vez, Martin Redrado estima que, se o barril continuar acima de US$ 40, será rentável investir em novas explorações em áreas off-shore.
Outra preocupação dos bancos centrais é com uma possível explosão da ´´bolha imobiliária´´. Os preços residenciais aumentaram em volta do mundo a um nível não visto há muito tempo, carregando dificuldades para o sistema financeiro. Segundo analistas, nos Estados Unidos o sistema financeiro está melhor protegido do que no passado. Mas a situação é diferente na Europa, principalmente na França e na Espanha.
Os debates mostram igualmente, segundo Redrado, que há um reconhecimento na solidez no sistema bancário na América Latina. ´´A crise nos ensinou a ter sistemas mais resistentes e com menor exposição a riscos´´, disse.
O presidente do BC argentino afirmou, por outro lado, que seu país aumentou as reservas internacionais, passando de US$ 8,8 bilhões em 2002 para US$ 23 bilhões atualmente. E quer diversificá-la. Atualmente, a Argentina tem 4% das reservas em ouro e pode reexaminar isso no futuro. Indagado por um jornalista se também diversificaria na moeda brasileira, Redrado retrucou: ´´O real está muito forte´´.
Também em Basiléia, os presidentes dos BCs do Brasil, Argentina e Venezuela decidiram fazer um seminário importante em outubro, em Caracas, com as autoridades monetárias da América do Sul. Na pauta do encontro, compartir iniciativas sobre política monetária, mas também sobre financiamento de infra-estrutura. Bancos de desenvolvimento serão convidados a participar. Segundo Redrado, haverá iniciativas concretas e não só discursos.



Fonte: Valor Econômico
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