Evento Internacional

Panorama da energia eólica no Brasil no Global Summit 2016 em Nova York

Energia eólica foi a fonte que mais cresceu na matriz elétrica brasileira em 2015 e já alcançou a marca de 9 GW de capacidade instalada.

Assessoria Abeeólica/Redação
04/04/2016 11:16
Panorama da energia eólica no Brasil no Global Summit 2016 em Nova York Imagem: Cortesia Abeeólica/Elbia Gannoum Visualizações: 266

A ABEEólica participará nos dias 04 e 05 de abril, na cidade de Nova York, do evento Global Summit 2016, organizado pela Bloomberg New Energy Finance – BNEF. O evento tem foco nas energias renováveis complementares e terá a participação de executivos Brasileiros que apresentarão o mercado destas fontes na América Latina, abordando temas de grande relevância como desenvolvimento do parque industrial, desempenho do parque gerador, financiamento e perspectivas de crescimento nos diversos segmentos envolvidos no processo de construção, implantação e comercialização.

A ABEEólica, que congrega mais de 100 empresas de toda a cadeia produtiva do Setor Eólico e tem como principal objetivo trabalhar em prol da inserção, consolidação e sustentabilidade dessa indústria no Brasil, acompanhando os sinais de investimentos na Política Energética e na Política Industrial Nacional, será responsável por compartilhar a experiência virtuosa vivida pelo Brasil. “A participação da ABEEólica neste evento é uma oportunidade ímpar para a indústria eólica apresentar ao mundo o intenso trabalho que vem sendo desenvolvido em nosso país, bem como seus resultados”, destaca Elbia Gannoum (foto), presidente executiva da ABEEólica.

No início do ano de 2016, o Brasil alcançou a marca de 9 GW de capacidade instalada na Matriz Elétrica Nacional, o que, em termos de geração efetiva, corresponde à usina hidrelétrica de Belo Monte. Ao final de 2015, em termos mundiais, o país foi classificado na 10ª posição dentre as maiores capacidades instaladas acumuladas e na 4ª posição considerando as novas potências eólicas instaladas.

Em 2015, a energia eólica foi a fonte que mais cresceu na matriz elétrica brasileira, responsável pela participação de 39,3% na expansão, seguida pela energia hidrelétrica (35,1%) e energia termelétrica (25,6%). Com este crescimento a energia eólica finalizou 2015 com 6,2% de participação na matriz, com uma capacidade instalada de 8,72 GW, números que indicam o aumento de 46,1% em relação à capacidade instalada em 2014, o maior crescimento, em termos percentuais, considerando os 10 países que mais instalaram nova capacidade eólica, seguido de Polônia (33%) e China (27%).

Os 2,75 GW de energia eólica instalados no ano passado representam um novo recorde de instalação no Brasil, porque superam a marca dos 2,5 GW instalados em 2014. Foram mais de R$16 bilhões investidos, 41 mil empregos gerados, mais 5 milhões de residências recebendo energia elétrica proveniente da fonte eólica e a emissão de 5 milhões de toneladas de CO2 foram evitadas. “Para além destes benefícios, temos muito orgulho dos trabalhos e projetos socioambientais desenvolvidos pelos investidores na Indústria Eólica, que contribuem diretamente com a comunidade local onde a usina está instalada”, complementa Elbia.

De acordo com o relatório “Climatescope 2015”, produzido pela BNEF, o Brasil é o segundo país mais atrativo do mundo para receber investimentos em energias renováveis no ranking liderado pela China.

Deste modo, é possível afirmar que, a despeito da crise econômica que o País atravessa, a Indústria Eólica segue crescendo exponencialmente e se destacando como atividade industrial e tecnológica, socialmente responsável e elevando o Brasil a um patamar de grande destaque no cenário internacional. Há que se mencionar a fabricação em território nacional da maior parte das máquinas e equipamentos utilizados no mercado eólico e o cumprimento pelos fabricantes do prazo para a nacionalização de sua produção, conforme regras de financiamento do Programa FINAME do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES.

 E

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