Brasil

País perde US$ 5 bi com Tupi no papel

Como se não bastasse a manutenção da dependência do gás da Bolívia, a demora do início da produção do campo de Tupi leva o Brasil a deixar de arrecadar de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões por ano, segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás Natural (IBP). O presidente do

Gazeta Mercantil
19/03/2008 11:19
Visualizações: 1280

Como se não bastasse a manutenção da dependência do gás da Bolívia, a demora do início da produção do campo de Tupi leva o Brasil a deixar de arrecadar de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões por ano, segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás Natural (IBP). O presidente do IBP, João Carlos de Luca, revela que a estimativa varia de acordo com as projeções de reserva potencial do campo, que vão de 5 bilhões de barris até 8 bilhões de barris. Para tentar reduzir a demora, o executivo entregará na próxima semana ao ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, em Brasília, a proposta do IBP para as novas regras de arrecadação com a atividade petrolífera.

 

O presidente do IBP participou ontem, no Rio, do VI Fórum de Óleo e Gás promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef). Também presentes ao evento, representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) e do próprio governo do Estado do Rio avaliaram, assim como o IBP, que é possível aumentar a arrecadação do Estado com a atividade sem modificar a lei 9.478/97, que regulamenta a atividade exploratória no País.

 

De Luca disse que a proposta do IBP mantém o atual modelo de contrato de concessão. Prevê, apenas, mudanças nos critérios de incidência das Participações Especiais (PE), uma contribuição que incide sobre o volume extraído dos campos de maior produção. A proposta prevê, ao contrário, a incidência do tributo sobre a rentabilidade desses campos. A alteração, também prevista na proposta que a ANP levará ao Ministério de Minas e Energia, permitiria, segundo De Luca, aumentar os ganhos dos Estados e municípios com as variações dos preços do petróleo.

 

"A mudança no critério de taxação das Participações Especiais permitiria, de acordo com nossas simulações, um ganho maior para o Estado do que os que poderiam vir com a adoção de contratos de partilha, por exemplo", comparou o presidente do IBP, ao mencionar o modelo preferido pela Petrobras e setores do governo. "Por isso, não haveria necessidade de modificar a Lei 9.478."

 

A mudança na lei, por envolver o Congresso Nacional, demandaria mais tempo do que uma mudança por meio de decreto ou resolução - os instrumentos no caso de modificação apenas dos critérios de incidência das PEs. Se o governo optar por modificar a lei, alertou, o País vai demorar ainda mais para ver a cor do petróleo do campo de Tupi e de outros que deverão ser descobertos ou confirmados no pré-sal.

A expectativa da Petrobras é começar a produzir em Tupi depois de 2012. Ao contrário de De Luca, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que participou do evento no Rio, defende a adoção de um instrumento semelhante a um contrato de partilha para regular as operações nos campos do pré-sal. Além disso, também avalia que a discussão do novo contrato precisa passar pelo Congresso Nacional.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Navegação
Shell obtém licença inédita como Empresa Brasileira de N...
09/01/26
Resultado
Petróleo é o principal produto da exportação brasileira ...
09/01/26
Petrobras
Revap irá ampliar em 80% produção de diesel S-10
09/01/26
Reconhecimento
ENGIE Brasil obtém nota máxima no CDP, entidade global q...
08/01/26
Ceará
Empresas cearenses lideram projeto H2MOVER-Pecém, seleci...
07/01/26
Apoio Marítimo
Ambipar realiza mais de 600 atendimentos no ano em respo...
06/01/26
Santos
Petrobras celebra 20 anos da Unidade da Bacia de Santos
06/01/26
Bacia de Pelotas
TGS disponibiliza aplicativo de segurança marítima para ...
06/01/26
Diesel
Petrobras e Vale avançam com parceria no fornecimento de...
05/01/26
ANP
Em novembro o Brasil produziu 4,921 milhões de barris boe/d
05/01/26
Negócio
KPMG: fusões e aquisições em petróleo têm recuo de quase...
05/01/26
Etanol
Anidro e hidratado iniciam o ano em alta pelo Indicador ...
05/01/26
Pré-Sal
Com a FPSO P-78, Petrobras inicia produção de Búzios 6
02/01/26
Pré-Sal
Seatrium conquista primeiro marco do escopo completo da ...
02/01/26
Biometano
Edge e Orizon obtêm autorização da ANP para comercializa...
02/01/26
Biodiesel
ANP prorroga suspensão da comercialização de biodiesel e...
30/12/25
Portos
Governo Federal aprova estudos finais para arrendamento ...
30/12/25
Petrobras
Brasil avança para atender demanda de combustível susten...
29/12/25
Leilão
Petrobras coloca em leilão online as plataformas P-26 e P-19
29/12/25
Automação
A capacitação da tripulação e a conectividade são os ver...
29/12/25
Royalties
Valores referentes à produção de outubro para contratos ...
24/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.