Eletricidade

Pacote elétrico impôs a fundos perdas de até 17%

Queda provocou estragos nos fundos de ações.

Valor Econômico
26/11/2012 10:51
Visualizações: 522

 

Pacote elétrico impôs a fundos perdas de até 17%
1 2 3 4 5
 ( 0 Votos )
Eletricidade
SEG, 26 DE NOVEMBRO DE 2012 06:43
A queda das companhias de energia na bolsa provocou estragos nos fundos de ações. Desde o anúncio do pacote elétrico, há cerca de dois meses, que aumentou a aversão a empresas sujeitas a interferências do governo, as perdas em algumas carteiras superam os 17%, enquanto o principal índice da bolsa, o Ibovespa, recua cerca de 5,3%.
Levantamento realizado pelo economista Marcelo d'Agosto, do blog "O Consultor Financeiro", no portal do Valor, mostra que 17 dos 20 fundos de ações com o maior prejuízo desde 11 de setembro - dia em que foram detalhadas as condições para a renovação das concessões - são setoriais de energia e de Petrobras, geridos por grandes bancos. O estudo considerou todas as categorias de fundos de ações com patrimônio superior a R$ 10 milhões, mais de dez cotistas e acessíveis a todo tipo de investidor.
Assim como ocorreu com as elétricas, Petrobras é outro papel que vem sofrendo há algum tempo com a percepção de piora do risco político. Como a empresa tem peso maior no índice e está muito presente nas carteiras, as perdas se tornam mais perceptíveis quando se observa o universo da indústria de fundos.
No topo da lista de maiores perdas aparece o Clic FIA, com patrimônio de R$ 14 milhões e queda de 17,86% desde o anúncio do pacote até quarta-feira - último dado disponível para os fundos de ações. Os 6 mil cotistas da carteira são funcionários atuais e aposentados da Cemig. E o regulamento determina que pelo menos 51% dos recursos sejam aplicados em papéis da companhia mineira. Do dia 11 de setembro até a última quarta-feira (21), as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Cemig caíram 27% e as preferenciais (PN, sem voto), 35%.
Já a queda de Eletrobras, que só em novembro supera os 52%, não parece ter tido impacto tão forte sobre os fundos. Dados da estrutura de acionistas da empresa e das últimas atas de assembleia mostram que, depois do governo (União e BNDES), os investidores estrangeiros detêm a maior participação, com 22,3% do capital total e 52,9% das ações preferenciais. Segundo o formulário de referência, há ainda cerca de 13 mil pessoas físicas na base da Eletrobras.
A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) está convocando o mercado a participar das assembleias das elétricas que tratarem das concessões, dada a gravidade do tema. Nos dias 30 e 3 há encontros de empresas relevantes do setor.


A queda das companhias de energia na bolsa provocou estragos nos fundos de ações. Desde o anúncio do pacote elétrico, há cerca de dois meses, que aumentou a aversão a empresas sujeitas a interferências do governo, as perdas em algumas carteiras superam os 17%, enquanto o principal índice da bolsa, o Ibovespa, recua cerca de 5,3%.


Levantamento realizado pelo economista Marcelo d'Agosto, do blog "O Consultor Financeiro", no portal do Valor, mostra que 17 dos 20 fundos de ações com o maior prejuízo desde 11 de setembro - dia em que foram detalhadas as condições para a renovação das concessões - são setoriais de energia e de Petrobras, geridos por grandes bancos. O estudo considerou todas as categorias de fundos de ações com patrimônio superior a R$ 10 milhões, mais de dez cotistas e acessíveis a todo tipo de investidor.


Assim como ocorreu com as elétricas, Petrobras é outro papel que vem sofrendo há algum tempo com a percepção de piora do risco político. Como a empresa tem peso maior no índice e está muito presente nas carteiras, as perdas se tornam mais perceptíveis quando se observa o universo da indústria de fundos.


No topo da lista de maiores perdas aparece o Clic FIA, com patrimônio de R$ 14 milhões e queda de 17,86% desde o anúncio do pacote até quarta-feira - último dado disponível para os fundos de ações. Os 6 mil cotistas da carteira são funcionários atuais e aposentados da Cemig. E o regulamento determina que pelo menos 51% dos recursos sejam aplicados em papéis da companhia mineira. Do dia 11 de setembro até a última quarta-feira (21), as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Cemig caíram 27% e as preferenciais (PN, sem voto), 35%.


Já a queda de Eletrobras, que só em novembro supera os 52%, não parece ter tido impacto tão forte sobre os fundos. Dados da estrutura de acionistas da empresa e das últimas atas de assembleia mostram que, depois do governo (União e BNDES), os investidores estrangeiros detêm a maior participação, com 22,3% do capital total e 52,9% das ações preferenciais. Segundo o formulário de referência, há ainda cerca de 13 mil pessoas físicas na base da Eletrobras.


A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) está convocando o mercado a participar das assembleias das elétricas que tratarem das concessões, dada a gravidade do tema. Nos dias 30 e 3 há encontros de empresas relevantes do setor.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23