Negócios

Ouro Preto avalia ativos da El Paso

Vendedor seria fundo Apollo Global Management.

Valor Econômico
17/07/2013 09:58
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A Ouro Preto Óleo e Gás, empresa criada por Rodolfo Landim (ex- Petrobras, OGX e OSX), está analisando a compra dos ativos da americana El Paso no Brasil. O vendedor é o fundo Apollo Global Management, que comprou em maio do ano passado as áreas de exploração e produção reunidos na El Paso Energy dos Estados Unidos por US$ 7,15 bilhões. O 'Valor' apurou que o negócio está em fase de negociação e não foi possível obter valores. Procurado, Landim preferiu não se manifestar.
A Ouro Preto é uma empresa de capital fechado que tem entre seus investidores fundos de investimentos e o grupo Bozano, do empresário Julio Bozano, que ocupa o 34º lugar na lista da Forbes dos mais ricos do Brasil. A empresa comprou três blocos na 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em maio, por R$ 14,8 milhões, se comprometendo a investir R$ 52,8 milhões.
Ela disputou sem levar dez áreas, um indício de que sobrou fôlego para o negócio que pode fechar com a El Paso. Em entrevista depois do leilão, Landim descreveu o perfil da Ouro Preto como conservador, como o seu.
O empresário também disse, na época, que a Ouro Preto continuava procurando oportunidades de investimento no país, inclusive a compra de ativos e farm-outs (compra de áreas sob concessão de outras companhias). Landim prefere não ter seu nome mencionado junto ao de Eike Batista, mas foi um dos integrantes do "dream team" formado pelo empresário na época da criação da MMX, para onde foi depois de deixar a Petrobras. Ele ajudou a criar a petroleira de Batista e o estaleiro mas saiu em 2009, depois do IPO da OSX e antes que o primeiro poço da OGX fosse perfurado por divergências com Batista que o levaram à justiça.
Além da companhia de petróleo, criada em 2010 com o nome de YXC, o hoje empresário também é sócio da Mare Investimentos, junto com o ex-presidente do BNDES Demian Fiocca; o ex-diretor da BR Distribuidora Nelson Guitti; e de Claudio Coutinho, do Banco CR2. Recentemente, dois fundos administrados pela Mare e a Mantiq, do Santander, compraram a americana DeepFlex, fabricante de linhas flexíveis.
Se concluir a compra da El Paso Energy do Brasil e da sua controlada EP Energy Pescada, a Ouro Preto aumentará seu portfolio exploratório. Também passa a ter produção imediatamente, adicionando os 673 barris de petróleo e 319 mil metros cúbicos por dia de gás produzidos no Brasil país vindos dos campos de Camarupim Norte (ES), 16º maior produtor de gás em águas profundas, e Pescada e Arabaiana, todos operados pela Petrobras.
A El Paso começou a operar no Brasil em 1997 e adquiriu licenças de exploração e de desenvolvimento da produção nas bacias de Camamu-Almada (BA), Espírito Santo (ES) e Potiguar (RN). No ano passado, a companhia teve negada a licença ambiental para explorar petróleo e gás no Campo de Pinaúna, no bloco BM-CAL- 4, na Bacia de Camamu/Almada.
A área fica em águas rasas, a 11,3 km da Ilha de Boipeba, uma área turística na Bahia e próxima a recifes de corais e áreas de reprodução de baleias que correm risco de extinção. Em 2006 a companhia estimou que Pinaúna tinha reservas de 50 milhões de barris de óleo.

A Ouro Preto Óleo e Gás, empresa criada por Rodolfo Landim (ex- Petrobras, OGX e OSX), está analisando a compra dos ativos da americana El Paso no Brasil. O vendedor é o fundo Apollo Global Management, que comprou em maio do ano passado as áreas de exploração e produção reunidos na El Paso Energy dos Estados Unidos por US$ 7,15 bilhões. O 'Valor' apurou que o negócio está em fase de negociação e não foi possível obter valores. Procurado, Landim preferiu não se manifestar.


A Ouro Preto é uma empresa de capital fechado que tem entre seus investidores fundos de investimentos e o grupo Bozano, do empresário Julio Bozano, que ocupa o 34º lugar na lista da Forbes dos mais ricos do Brasil. A empresa comprou três blocos na 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em maio, por R$ 14,8 milhões, se comprometendo a investir R$ 52,8 milhões.


Ela disputou sem levar dez áreas, um indício de que sobrou fôlego para o negócio que pode fechar com a El Paso. Em entrevista depois do leilão, Landim descreveu o perfil da Ouro Preto como conservador, como o seu.


O empresário também disse, na época, que a Ouro Preto continuava procurando oportunidades de investimento no país, inclusive a compra de ativos e farm-outs (compra de áreas sob concessão de outras companhias). Landim prefere não ter seu nome mencionado junto ao de Eike Batista, mas foi um dos integrantes do "dream team" formado pelo empresário na época da criação da MMX, para onde foi depois de deixar a Petrobras. Ele ajudou a criar a petroleira de Batista e o estaleiro mas saiu em 2009, depois do IPO da OSX e antes que o primeiro poço da OGX fosse perfurado por divergências com Batista que o levaram à justiça.


Além da companhia de petróleo, criada em 2010 com o nome de YXC, o hoje empresário também é sócio da Mare Investimentos, junto com o ex-presidente do BNDES Demian Fiocca; o ex-diretor da BR Distribuidora Nelson Guitti; e de Claudio Coutinho, do Banco CR2. Recentemente, dois fundos administrados pela Mare e a Mantiq, do Santander, compraram a americana DeepFlex, fabricante de linhas flexíveis.


Se concluir a compra da El Paso Energy do Brasil e da sua controlada EP Energy Pescada, a Ouro Preto aumentará seu portfolio exploratório. Também passa a ter produção imediatamente, adicionando os 673 barris de petróleo e 319 mil metros cúbicos por dia de gás produzidos no Brasil país vindos dos campos de Camarupim Norte (ES), 16º maior produtor de gás em águas profundas, e Pescada e Arabaiana, todos operados pela Petrobras.


A El Paso começou a operar no Brasil em 1997 e adquiriu licenças de exploração e de desenvolvimento da produção nas bacias de Camamu-Almada (BA), Espírito Santo (ES) e Potiguar (RN). No ano passado, a companhia teve negada a licença ambiental para explorar petróleo e gás no Campo de Pinaúna, no bloco BM-CAL- 4, na Bacia de Camamu/Almada.


A área fica em águas rasas, a 11,3 km da Ilha de Boipeba, uma área turística na Bahia e próxima a recifes de corais e áreas de reprodução de baleias que correm risco de extinção. Em 2006 a companhia estimou que Pinaúna tinha reservas de 50 milhões de barris de óleo.

 

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