Energia elétrica

ONS reduz pela metade previsão de crescimento da carga de energia em março

Reuters, 05/03/2021
05/03/2021 17:45
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A carga de energia do sistema elétrico interligado do Brasil deverá fechar março com alta de 2,2% na comparação com mesmo mês do ano anterior, projetou nesta sexta-feira o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que reduziu quase pela metade uma previsão anterior de alta de 4,1%.

O desempenho nesse mês deve ser puxado, em termos percentuais, pelo Norte do país, onde a demanda deve avançar 4,7% em base anual, apontou o ONS em relatório. Na semana anterior, a expectativa era de elevação de 5,4% na região.

O Sudeste/Centro-Oeste deve ter expansão de 2,5% na carga, abaixo dos 4,2% esperados antes, enquanto no Nordeste a previsão é de incremento de 1,4%, bem abaixo do salto de 7,1% projetado anteriormente.

O ONS ainda espera um aumento de 0,8% na demanda por energia do Sul, praticamente estável frente aos 0,9% vistos na semana anterior.

Apesar da redução das estimativas frente à semana anterior, os números seguem mostrando tendência de recuperação da demanda após impactos da crise do coronavírus em boa parte do ano passado, embora a pandemia tenha voltado a avançar no Brasil, com número recorde de mortes.

InstitucionalO operador do sistema elétrico ainda elevou levemente as projeções para as chuvas na região das hidrelétricas do Sudeste, que concentram os principais reservatórios. Elas foram estimadas em 81% da média histórica neste mês, contra 79% na previsão da semana anterior.

 

Já o Nordeste, segunda região em represas, deve ter precipitações em 76% da média, abaixo dos 85% esperados antes.

Com a menor carga, o ONS ainda reduziu levemente a expectativa de acionamento de termelétricas na próxima semana, para 4,7 gigawatts, de 5,4 gigawatts anteriormente.

Na segunda-feira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), formado por autoridades do governo, decidiu reduzir o limite para o acionamento adicional de termelétricas para atendimento à demanda, para até 15 gigawatts médios, de até 16,5 gigawatts médios antes.

Segundo o CMSE, a medida deve-se a uma ligeira melhora nas perspectivas para os reservatórios, mas as condições do sistema continuarão a ser monitoradas em reuniões técnicas que poderiam eventualmente decidir por elevar o uso das térmicas novamente se necessário.

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