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ONIP lança agenda de competitividade da cadeia fornecedora offshore

Disposta a contribuir para um novo ciclo de desenvolvimento socioeconômico, a Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip) lançou, nesta segunda-feira (16), o estudo “Agenda de Competitividade da Cadeia Produtiva de Óleo e Gás O

Redação
16/08/2010 09:12
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Disposta a contribuir para um novo ciclo de desenvolvimento socioeconômico, a Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip) lançou, nesta segunda-feira (16), o estudo “Agenda de Competitividade da Cadeia Produtiva de Óleo e Gás Offshore no Brasil”. Encomendado à consultoria internacional Booz & Company, o trabalho projeta investimentos para o setor de US$ 400 bilhões, nos próximos dez anos, identifica entraves e propõe soluções para que o País potencialize os benefícios gerados pelo grande volume de encomendas de bens e serviços a ser demandado para a exploração e produção das reservas brasileiras do pré-sal e do pós-sal.
 
 
Em um cenário de implementação da agenda de competitividade, o novo pacote de encomendas poderá estimular a criação de cerca de 2 milhões de postos de trabalho, conquistados a partir do desenvolvimento sustentável da cadeia de fornecedores offshore. Ignorada esta agenda, no entanto, a geração de emprego ficará limitada a apenas 400 mil vagas, cinco vezes menos, consequência exclusiva do crescimento natural da demanda, sem que tenham sido aproveitadas todas as oportunidades.
 
 
Na tentativa de contribuir para que os ganhos sejam assegurados, visando à consolidação de uma cadeia brasileira de fornecimento competitiva globalmente, o estudo da Onip aponta empecilhos à evolução da indústria offshore local, relativos à tecnologia; educação; tributação; financiamento; acesso à matéria-prima; infraestrutura; entre outros pontos.  
 
 
 


Como soluções, são propostas dez políticas de atuação:
 
 

- Gerar e disseminar conhecimento e inovação ao longo da cadeia;

- Incrementar a produtividade e aprimorar processos da produção local;

- Fortalecer atividades industriais em três a cinco polos produtivos;

- Estimular a formação de centros de excelência tecnológica nos polos produtivos;

- Simplificar e aumentar a transparência das políticas de conteúdo nacional;

- Fortalecer o sistema empresarial nacional e sua atuação internacional;

- Atrair tecnologia e investimento de empresas internacionais;

- Garantir isonomia tributária, técnica e comercial entre competidores externos e locais;

- Estabelecer condições de financiamento e garantias competitivas internacionalmente;

- Acessar matéria-prima, insumos e infraestrutura em condições competitivas.
 
 
 
 

O estudo detalha ainda a experiência de outros polos da indústria, como na Noruega, e a composição de preços em países produtores, como Estados Unidos, China e Coreia, posicionando a indústria brasileira no contexto mundial. A distorção entre alguns modelos de mercado é tão profunda, que o custo da matéria-prima no Brasil, em alguns casos, supera o valor final de comercialização no Brasil de certos equipamentos produzidos na China. Desta forma, é evidenciada a necessidade de desenvolvimento de uma política industrial setorizada, conduzida por uma ação pública.
 
 
Elaborado em seis meses, o trabalho contou com duas pesquisas de campo com empresas do setor realizadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Instituto Mapear, com trabalhos já disponíveis sobre o tema, além da assessoria de escritórios internacionais da Booz & Company.  A versão completa da “Agenda de Competitividade da Cadeia Produtiva de Óleo e Gás Offshore no Brasil” estará disponível no site www.onip.org.br .
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