Empresas

Odebrecht TransPort prevê crescer 20% no ano com novos ativos

Criada há três anos, a companhia do grupo Odebrecht voltada a concessões espera que 2013 já seja um ano de consolidação. O crescimento projetado para a TransPort é de até 20% no faturamento sobre 2012, cuja receita está estimada em cerca

Valor Econômico
25/01/2013 14:52
Visualizações: 606
Criada há três anos, a companhia do grupo Odebrecht voltada a concessões espera que 2013 já seja um ano de consolidação. O crescimento projetado para a TransPort é de até 20% no faturamento sobre 2012, cuja receita está estimada em cerca de R$ 1,5 bilhão. Além de estimar uma expansão dos números levando em conta apenas os negócios atuais, a empresa conta com o início de operação de mais quatro ativos - entre eles, a Embraport, terminal de cargas no litoral paulista.

Com capacidade para movimentar 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêiner) ao ano, a Embraport registrará um faturamento de R$ 700 milhões em 2015. Além desse ativo, começa neste ano a operação (e a arrecadação de receitas) da rodovia Rota dos Coqueiros (no Nordeste), do etanolduto Logum (em março ou abril) e da empresa de pagamento eletrônico de pedágio ConectCar.

As receitas das novas empresas começam de forma tímida, mas contribuem para o balanço da TransPort, diz o presidente da companhia, Paulo Cesena, em entrevista ao 'Valor PRO'. Os investimentos também se mantêm em alta e somarão R$ 2,5 bilhões neste ano, considerando a carteira atual - que inclui negócios em rodovias, logística e mobilidade urbana.

Em projetos futuros, a empresa acompanha de perto o programa de concessões do governo federal deste ano. Cesena diz que há interesse em todo o programa de licitações de rodovias, que destinará ao todo nove lotes à iniciativa privada, sendo duas delas com leilão marcado para a próxima semana. Mas os números elaborados pelo governo para as BRs 040 e 116 são antigos e, por isso, a companhia estará mais voltada às sete estradas que serão licitadas no meio do ano, que contam com estudos mais atualizados. "Por enquanto, estamos sozinhos fazendo as análises e ainda não há previsão de se juntar a parceiros".

Em aeroportos, a companhia aprofundou os estudos nos terminais de Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Minas Gerais), cujas concessões já foram anunciadas pelo governo em dezembro e demandarão R$ 11,4 bilhões de investimentos ao longo da duração dos contratos. Cesena informa que as análises sobre os dois empreendimentos estão sendo feitas só pela companhia e que a operadora asiática Changi, sócia da Odebrecht no último leilão do setor, não tomou uma decisão sobre a participação.

A TransPort também tem interesse em terminais portuários, ferrovias e ainda analisa o projeto do trem de alta velocidade (TAV). Para o executivo, as relações entre empresas e governo têm de ser transparentes para que os investimentos possam deslanchar. "Esses projetos todos que estão sendo discutidos demandam muitos estudos, e de forma detalhada. Eles só serão feitos de forma qualificada se houver um ambiente de confiança entre os técnicos governamentais e a iniciativa privada para troca de informações", afirma.

A empresa se mantém otimista em relação aos indicadores macroeconômicos do ano. "Estamos alinhados com as expectativas de mercado, trabalhando com crescimento de 3% a 4% [do PIB em 2013]. A Odebrecht TransPort vive do transporte de passageiros, veículos e cargas, então a atividade econômica impacta diretamente", afirma.

Quanto à busca de capital no mercado, Cesena diz que os investidores atualmente se mostram disponíveis para os projetos de infraestrutura e que não há entraves, em seus negócios, relacionados a interferências do governo. "Nesse momento, não há esse problema", afirma.

O executivo defende, no entanto, que, como há uma preferência natural de as empresas do setor buscarem o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seria preciso uma mudança na modelagem econômico-financeira dos projetos do governo. Segundo ele, o cálculo do governo para a taxa de retorno de cada empreendimento leva em consideração, em muitos casos, que todo o financiamento seja feito com base nas taxas do BNDES - que são menores. "Acho que seria muito positivo se o governo considerasse também a precificação de outras fontes de financiamento. Ao fazer isso, você estimula um mercado de debêntures no Brasil".
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Meio Ambiente
Constellation apoia restauração de recifes de coral no N...
10/06/26
Parceria
MME promove nova rodada de debate sobre a Estratégia Nac...
09/06/26
Etanol
Preço do hidratado cai pela 2ª semana consecutiva
09/06/26
BOGE 2026
Smart Control ganha destaque na Bahia Oil & Gas Energy 2...
08/06/26
Investimentos
Mar aberto para o crescimento: investimentos impulsionam...
08/06/26
Transmissão
ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ ...
08/06/26
Aviação
O Brasil pode se tornar uma potência em SAF
08/06/26
Etanol
Mercado de etanol encerra a primeira semana de junho pre...
08/06/26
BRANDED CONTENT
Complexo de Energias Boaventura impulsiona o futuro ener...
05/06/26
PPSA
CNOOC e Petrochina arrematam cargas de Atapu e de Bacalh...
05/06/26
Descomissionamento
Ecovix e Gerdau finalizam desmontagem da plataforma P-32...
04/06/26
Biometano
Gás Verde e Knauf fecham parceria para fornecimento de b...
04/06/26
BOGE 2026
Mayekawa do Brasil presente na Bahia Oil & Gas Energy
03/06/26
Meio Ambiente
TIM amplia geração própria de energia renovável e usa in...
03/06/26
Investimento
Projeto de coleta de óleos e gorduras residuais irá rece...
03/06/26
BOGE 2026
WIKA apresenta soluções para medição e controle de proce...
03/06/26
Etanol
Brasil pode mais que dobrar produção de etanol até 2040 ...
03/06/26
GLP
Posicionamento do Sindigás sobre reunião da Diretoria Co...
03/06/26
Combustíveis
Petrobras aprova adesão à nova subvenção econômica e pre...
03/06/26
Resultado
Com 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia ...
02/06/26
BOGE 2026
Bahia Oil & Gas Energy encerra edição histórica e projet...
02/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.