Negócios

OAS, Odebrecht e UTC investirão R$ 1,5 bi em polo industrial na BA

Complexo será construído no município de Maragogipe.

Valor Econômico
26/11/2013 10:41
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As construtoras OAS, Odebrecht e UTC e a empresa de consultoria financeira Ask Capital vão investir cerca de R$ 1,5 bilhão na instalação de um polo industrial voltado para os setores de petróleo e gás natural e naval na região do recôncavo baiano. Chamado de "Polo 2 de Julho", em referência à participação da Bahia na luta pela independência do Brasil, o empreendimento deverá atender cerca de 90 companhias, incluindo empresas âncoras e seus fornecedores diretos e indiretos.
As quatro empresas responsáveis pelo projeto assinam hoje (26) com o governo da Bahia protocolo de intenções para o desenvolvimento do complexo industrial. Segundo o presidente da Ask Capital, Carlos Castro, o estudo e o relatório de impacto ambiental (EIA/Rima) do empreendimento já foi concluído e a expectativa é começar a terraplenagem dentro de 90 dias. O início das operações está previsto para o fim de 2014.
Enquanto viabiliza a construção do empreendimento junto ao governo baiano, o consórcio responsável pelo polo industrial está conversando com potenciais empresas interessadas em se instalar no local. "Todas as empresas do Brasil e internacionais que atuam nesse setor no país já foram contactadas", disse Castro.
Em uma área de 430 hectares, no município de Maragogipe, o complexo estará situado a 10 quilômetros do Estaleiro Enseada de Paraguaçu (EEP), em obras e que pertence às três construtoras em parceria com a japonesa Kawasaki Heavy Industries, e do canteiro de São Roque, da Petrobras. O EEP tem encomendas para construir seis navios sondas para a Sete Brasil e para converter quatro navios VLCC (cargueiros) em plataformas flutuantes de produção e armazenamento de petróleo (FPSO) para a Petrobras.
Segundo Castro, a proximidade dessas instalações é um diferencial logístico para o polo, por reduzir custos e riscos de atraso na entrega. Outra vantagem é a forma operacional do complexo.
O polo será implantado no modelo "build to suit", em que as construtoras farão as instalações e alugarão o espaço para as empresas interessadas. Segundo o executivo, esse desenho favorece a atração de companhias, que não terão de fazer um investimento inicial pesado na construção e apenas se concentrar na sua atividade fim, pagando um aluguel à administração do polo.
O complexo será uma espécie de "shopping center industrial", que contará com facilidades como cozinha industrial, hotelaria, bancos e hospitais. A maioria desses itens, obrigatória para qualquer fábrica, será instalada pelo complexo e compartilhada por todo o "condomínio".
Outro ponto favorável é a relativa proximidade do polo com a promissora Bacia de Sergipe-Alagoas, onde estão sendo feitas relevantes descobertas de petróleo e no país. No setor, comenta-se sobre uma possível reserva gigante de petróleo na região.
Também conta positivamente o fato de a Ask Capital ter grande experiência no setor de óleo e gás. Apesar de ser constituída há apenas três anos, a empresa tem em seus quadros nomes como o do ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) embaixador Sebastião do Rego Barros (membro do conselho de administração), do superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) Alfredo Renault e do engenheiro Naval Nabuo Oguri, ex-vice-presidente executivo do estaleiro Ishibrás (consultores).
O projeto do polo começou a ser desenvolvido há três anos, como uma oportunidade de negócio visualizada pelo consórcio, a partir do potencial de crescimento do setor de óleo e gás no Brasil. Além das rigorosas exigências de conteúdo local, que obrigam a fabricação de equipamentos no país, a própria carteira de projetos da Petrobras serviu de motivação para o empreendimento. De acordo com Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2022, o setor de óleo e gás necessitará de 97 novas FPSOs no período.
O governo da Bahia se comprometeu a investir na infraestrutura de energia elétrica, rodoviária e de saneamento do entorno do complexo. Também estão previstos incentivos fiscais para grandes fabricantes que decidam se instalar no local. "Vamos dar os incentivos que couberem", afirmou o secretário da Casa Civil do governo baiano, Rui Costa.
"A ideia é estruturar a cadeia de insumos do polo naval e de óleo e gás, para que boa parte do que for fornecido ao estaleiro [EEP] seja construído aqui no Estado", completou Costa.
Apesar de estar próximo da capital Salvador, a região do recôncavo tem um dos menores índices de desenvolvimento humano (IDH) da Bahia. O projeto prevê a geração de 8 mil empregos diretos e 12 mil indiretos, além da consequente qualificação da mão de obra local.

As construtoras OAS, Odebrecht e UTC e a empresa de consultoria financeira Ask Capital vão investir cerca de R$ 1,5 bilhão na instalação de um polo industrial voltado para os setores de petróleo e gás natural e naval na região do recôncavo baiano. Chamado de "Polo 2 de Julho", em referência à participação da Bahia na luta pela independência do Brasil, o empreendimento deverá atender cerca de 90 companhias, incluindo empresas âncoras e seus fornecedores diretos e indiretos.

As quatro empresas responsáveis pelo projeto assinam hoje (26) com o governo da Bahia protocolo de intenções para o desenvolvimento do complexo industrial. Segundo o presidente da Ask Capital, Carlos Castro, o estudo e o relatório de impacto ambiental (EIA/Rima) do empreendimento já foi concluído e a expectativa é começar a terraplenagem dentro de 90 dias. O início das operações está previsto para o fim de 2014.

Enquanto viabiliza a construção do empreendimento junto ao governo baiano, o consórcio responsável pelo polo industrial está conversando com potenciais empresas interessadas em se instalar no local. "Todas as empresas do Brasil e internacionais que atuam nesse setor no país já foram contactadas", disse Castro.

Em uma área de 430 hectares, no município de Maragogipe, o complexo estará situado a 10 quilômetros do Estaleiro Enseada de Paraguaçu (EEP), em obras e que pertence às três construtoras em parceria com a japonesa Kawasaki Heavy Industries, e do canteiro de São Roque, da Petrobras. O EEP tem encomendas para construir seis navios sondas para a Sete Brasil e para converter quatro navios VLCC (cargueiros) em plataformas flutuantes de produção e armazenamento de petróleo (FPSO) para a Petrobras.

Segundo Castro, a proximidade dessas instalações é um diferencial logístico para o polo, por reduzir custos e riscos de atraso na entrega. Outra vantagem é a forma operacional do complexo.

O polo será implantado no modelo "build to suit", em que as construtoras farão as instalações e alugarão o espaço para as empresas interessadas. Segundo o executivo, esse desenho favorece a atração de companhias, que não terão de fazer um investimento inicial pesado na construção e apenas se concentrar na sua atividade fim, pagando um aluguel à administração do polo.

O complexo será uma espécie de "shopping center industrial", que contará com facilidades como cozinha industrial, hotelaria, bancos e hospitais. A maioria desses itens, obrigatória para qualquer fábrica, será instalada pelo complexo e compartilhada por todo o "condomínio".

Outro ponto favorável é a relativa proximidade do polo com a promissora Bacia de Sergipe-Alagoas, onde estão sendo feitas relevantes descobertas de petróleo e no país. No setor, comenta-se sobre uma possível reserva gigante de petróleo na região.

Também conta positivamente o fato de a Ask Capital ter grande experiência no setor de óleo e gás. Apesar de ser constituída há apenas três anos, a empresa tem em seus quadros nomes como o do ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) embaixador Sebastião do Rego Barros (membro do conselho de administração), do superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) Alfredo Renault e do engenheiro Naval Nabuo Oguri, ex-vice-presidente executivo do estaleiro Ishibrás (consultores).

O projeto do polo começou a ser desenvolvido há três anos, como uma oportunidade de negócio visualizada pelo consórcio, a partir do potencial de crescimento do setor de óleo e gás no Brasil. Além das rigorosas exigências de conteúdo local, que obrigam a fabricação de equipamentos no país, a própria carteira de projetos da Petrobras serviu de motivação para o empreendimento. De acordo com Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2022, o setor de óleo e gás necessitará de 97 novas FPSOs no período.

O governo da Bahia se comprometeu a investir na infraestrutura de energia elétrica, rodoviária e de saneamento do entorno do complexo. Também estão previstos incentivos fiscais para grandes fabricantes que decidam se instalar no local. "Vamos dar os incentivos que couberem", afirmou o secretário da Casa Civil do governo baiano, Rui Costa.

"A ideia é estruturar a cadeia de insumos do polo naval e de óleo e gás, para que boa parte do que for fornecido ao estaleiro [EEP] seja construído aqui no Estado", completou Costa.

Apesar de estar próximo da capital Salvador, a região do recôncavo tem um dos menores índices de desenvolvimento humano (IDH) da Bahia. O projeto prevê a geração de 8 mil empregos diretos e 12 mil indiretos, além da consequente qualificação da mão de obra local.

 

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