Equipamentos

Nuclep terá tecnologia da Wärtsilä

Valor Econômico
12/01/2006 00:00
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 O presidente mundial da finlandesa Wärtsilä, Ole Johansson, anunciou ontem acordo de cooperação técnica e industrial com a Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. O acordo prevê transferência de tecnologia da Wärtsilä para a Nuclep produzir, em Itaguaí (RJ), motores de baixa rotação de dois tempos, usados em grandes navios, como Suezmax, Aframax e Panamax.

A meta é produzir entre seis e dez motores por ano e a primeira entrega deve ocorrer em 2008. O acordo representa a retomada da fabricação de motores para a indústria naval no Brasil dez anos após a última construção, em 1996, afirmou o presidente da Nuclep, Jaime Cardoso.

Cardoso e Johansson participam hoje, em Brasília, de audiência com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando apresentam os termos do acordo. Em entrevista ao Valor, Johansson disse que a decisão de fazer o acordo segue a estratégia da Wärtsilä de "estar próxima dos mercados". Foi por essa razão que a empresa investiu na abertura de unidades de produção de motores navais na China, país que tende a ser líder na produção de navios no mundo.

"O Brasil também tem hoje uma perspectiva de crescimento interessante na indústria naval e nós precisamos ficar atentos", disse Johansson. A grande aposta da Wärtsilä é fechar contratos de venda para os 26 navios a serem encomendados pela Transpetro, subsidiária da Petrobras. A entrega das propostas comerciais pelos estaleiros que participam da licitação da Transpetro será na segunda-feira. Conhecidos os ganhadores, Wärtsilä e Nuclep negociarão contratos de venda para os motores.

Embora não tenha contratos fechados, a Wärtislä cotou preços de motores para os estaleiros nacionais envolvidos na concorrência. "Temos um preço mundial", diz Heliônidas Pires, gerente geral da área naval da Wärtsilä Brasil. Outro foco de negócios para a empresa, diz Johansson, é a possibilidade de os estaleiros brasileiros fecharem acordo com a venezuelana PDVSA para construir navios no Brasil.

O executivo disse que os projetos para os motores a serem produzidos na Nuclep serão desenhados na subsidiária da Wärtsilä em Winterthur, na Suíça, responsável pela tecnologia de motores de baixa rotação. Também está previsto o treinamento na Wärtsilä de técnicos da Nuclep, já a partir do primeiro semestre de 2006.

Cardoso, disse que serão enviados à Europa para treinamento entre cinco e oito técnicos até junho e idêntico número no segundo semestre.

Cardoso acrescentou que para produzir os motores a Nuclep terá de investir cerca de US$ 8 milhões. O acordo com a Wärtsilä abre um novo horizonte para a estatal, segundo Cardoso: "Seremos a única empresa da América do Sul a produzir esse tipo de motor para a indústria naval."

Ele informou que o acordo com a Wärtsilä foi assinado, na segunda quinzena de dezembro, na Suíça.

Johansson acrescentou que tem acordos semelhantes para a produção de motores navais com empresas da Coréia (Hyunday), Japão (Mitsubishi) e China (CSSC e CSIC). Segundo Johansson, a Wärtsilä também tem interesse em fornecer, no mercado brasileiro, outros equipamentos para a indústria naval como motores auxiliares (de menor potência) e sistemas de controle, entre outros. "Muitos estaleiros ao redor do mundo têm interesse em trabalhar com a Wärtsilä porque nós fornecemos o pacote total", diz Johansson.

Além da área naval, onde já tem 196 motores vendidos no Brasil, com capacidade de 610 megawatts (MW), a Wärtsilä atua no país no setor de geração elétrica, no qual projetou e instalou 13 usinas termelétricas com capacidade total de 538 MW. A empresa tem contratos para construção de outras três usinas, no valor de cerca de US$ 180 milhões, em Manaus (AM), cada uma de 85 MW.

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