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Petroquímica

Novo atraso afeta a Rio Polímeros

29/09/2005 | 00h00

A produção de polietileno (resina aplicada para produção de plásticos) pela Rio Polímeros (Riopol), a unidade central do pólo gás-químico do Rio, prevista para começar em meados deste mês, só deverá ocorrer por volta do dia 10 ou 12 de outubro. O atraso deverá representar uma redução de aproximadamente 30 mil toneladas na produção de 130 mil inicialmente projetada pela empresa para este ano.
Com esse atraso, segundo cálculos feitos com base no preço médio de US$ 1.150 a tonelada do produto, a empresa vai deixar de faturar cerca de US$ 34 milhões em seu primeiro ano de atividades.
A Riopol, inaugurada oficialmente em 23 de junho, é uma empresa que integra a primeira e a a segunda geração da petroquímica, produzindo na mesma unidade industrial o eteno (matéria-prima básica) a partir do gás que, por sua vez, resulta no polietileno. A capacidade de produção é de 520 mil toneladas ao ano da resina, destinada aos mercados interno e externo.
A empresa pertence aos grupos Suzano (33,3%) e Unipar (33,3%) e à Petrobras (16,7%) e ao BNDES (16,7%). O investimento foi de US$ 1,08 bilhão, o maior em um projeto novo feito no Rio nos últimos dez anos.
Pelo primeiro planejamento, a planta deveria ter sido inaugurada em abril deste ano. Atrasada, a inauguração foi adiada para junho, com início da produção previsto para as primeiras semanas de setembro, o que mais uma vez não aconteceu. Segundo o presidente da empresa, João Brandão, o contrato de construção prevê que a unidade deveria ser entregue operando (modelo "chave na mão"). Isso está a cargo do consórcio ABB Lummus-Andrômeda, responsável pela obra de construção. "O consórcio está usando seu pessoal e o nosso de operação, sob seu comando", explicou. Brandão não quis dizer se havia cláusulas no contrato prevendo ressarcimento pelo atraso, alegando sigilo do documento.
Segundo ele, o atraso mais recente não ocorreu por um problema específico, mas por vários pequenos problemas que foram aparecendo ao longo do processo de partida. Brandão disse que a complexidade da fábrica de eteno, que trabalha com temperaturas que variam de menos 160 a mais 1.500 graus centígrados, exige testes minuciosos no processo de partida. "Um entupimento aqui e um vazamento ali acabam causando atrasos", disse.
"Essas contingências ocorrem em um projeto desse porte. Acabam sendo interpretados como uma continuidade do próprio processo de investimento", justifica Gilda Bouch, gerente de marketing da Riopol. Ela ressaltou que a perda de faturamento não significa prejuízo, uma vez que ao não produzir, a empresa não está também gastando na aquisição de insumos. "É uma questão de margem", resumiu Brandão, afirmando que o atraso não compromete a sustentabilidade do projeto.
Segundo ele, se nada de errado ocorrer no processo de partida, a planta de eteno estaria começando a armazenar o produto na especificação correta a partir da madrugada de hoje. Desde então, seriam necessários mais três ou quatro dias para iniciar a produção de polietilenos. Brandão ressaltou que, embora ainda não esteja vendendo seu principal produto, a Riopol já está faturando.
No processo de produção do eteno - cuja matéria-prima são gases obtidos a partir de gás natural da Bacia de Campos fornecidos pela Petrobras - já estão sendo gerados e comercializados hidrogênio e gasolina, revendidos para a estatal. A empresa deverá também nos próximos dias começar a fornecer propeno, outro subproduto, para a Polibrasil, empresa do grupo Suzano que tem uma unidade de produção de polipropileno (outro tipo de resina termoplástica), que fica ao lado da Rio Polímeros.



Fonte: Valor Econômico
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